Na missão
Ricardo Linhares tem a necessidade de estar sempre envolvido em algum projeto de teledramaturgia. Seja como autor, coautor ou supervisor, ao longo dos anos, ele demonstra versatilidade no passeio pelas três funções. E, ao contrário da usual vaidade artística dos autores, ele se diz bem satisfeito com sua trajetória dentro da Globo e não liga se é escalado para fazer novelas em parceira ou tramas solos. "Assinando o texto sozinho ou não, não existe diferença no meu entusiasmo e entrega ao projeto. E cada trabalho tem uma característica. Amanhã, posso supervisionar, ou voltar a escrever com Gilberto ou Aguinaldo", conta o autor, cuja carreira conta com apenas três tramas solos: "O Campeão", exibida em 1996 pela Band, e as globais "Meu Bem Querer", de 1998, e "Agora é que São Elas", de 2003.
Nos últimos anos, cresceu a participação de Linhares como supervisor de novelas assinadas por autores iniciantes. Com resultados oscilantes, ele deu sua consultoria dramatúrgica para a temporada 2011/2012 de "Malhação", que, sob o texto de Ingrid Zaravezzi, obteve uma das audiências mais baixas em toda a história do folhetim. Assim como fez a supervisão de "Cheias de Charme", maior sucesso recente da faixa das sete. "É um trabalho muito pontual. Dou dicas e soluções para cenas complexas. Me envolvo no processo criativo, mas respeitando a ideia original dos autores", explica. (G.B.)





