Carnaval é uma festa repleta de tradição. E, nesta época do ano, a programação da Globo também. Principalmente no que diz respeito à vinheta da Globeleza. Tanto que, há exatos 25 anos, belas mulheres com seus corpos nus e pintados representam o Carnaval na emissora, em chamadas ao som da música-tema. Em 2016, é a vez de Erika Moura, que, pela segunda vez consecutiva, assume o posto. "Me sinto tão nervosa quanto no ano passado, mas um pouco mais confiante. Já conheço o trabalho e senti mais firmeza", assegura esta paulistana de 23 anos.
Entre as funções da Globeleza, a mais evidente para o público é dançar na vinheta de Carnaval da Globo. Mas até chegar ao resultado final, exibido no ar, Erika precisa de muita paciência e resistência física. Este ano, ela teve de ficar de pé por 11 horas para ter seu corpo pintado. Em seguida, entrou no estúdio para gravar. Foram, no total, 20 horas de trabalho ininterrupto. "Mas nem vi as horas passarem. Foi tão rápido...", jura. Além de protagonizar a vinheta da Globeleza, Erika também participa de alguns eventos relacionados ao Carnaval, como encontro de blocos, e também de ações sociais. "A Globeleza representa o Carnaval e também a Globo, mas não fico direcionada apenas ao Carnaval", explica.
Faz parte da imagem da Globeleza o corpo nu. Mas isso não é nenhum problema para Erika. "Trabalhando com corpo, você não pode ter vergonha de nada", pondera. Dançarina, ela se acostumou, nos bastidores das apresentações de dança, a trocar de roupa na frente dos colegas. "No meio da dança, a gente não tinha um camarim individual. Não dava para ter vergonha de tirar um short, uma camiseta...", explica.
Além disso, Erika enxerga o trabalho que envolve a Globeleza como um todo a junção de várias artes. "Junto a dança, o nu artístico e a pintura. São vários trabalhos voltados para o mesmo foco: o Carnaval", salienta.
Para aguentar a maratona de gravações e também por conta da exposição do corpo, Erika foca no condicionamento físico. A dança ajuda no processo. Mas, nessa época específica do ano, ela pega um pouco mais pesado na malhação. "Conciliei a dança com os treinos, que ajudam a manter mais o corpo", ressalta.
O samba no pé Erika aprendeu ainda criança, observando sua mãe, que sempre foi frequentadora assídua de pagodes. "Ela fala que eu gosto muito porque ia grávida de mim aos pagodes", conta, aos risos.
Ela também costumava ver a Globeleza na tevê quando ainda era criança. Na época – e durante muitos anos, de 1991 até 2004 –, o posto era ocupado por Valéria Valença, que até hoje é bastante lembrada pelo público. Mas Erika não se intimida com possíveis comparações. "Ser comparada a uma pessoa maravilhosa é sempre bom, mas cada uma tem a sua história. Valéria teve o momento dela e criou seu nome. Eu também estou aqui para fazer isso", enfatiza.

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