Por mais que a gente se esforce, está cada vez mais difícil elogiar discos do Stereolab. A banda acaba de encerrar sua turnê no Brasil, onde veio lançar o EP ‘‘The First of The Microbe Hunters’’, prometido para chegar às lojas pela Motor Music.
O CD reúne sete faixas, todas embutindo os maneirismos que garantiram culto e reputação à dupla Tim Gane e Laetitia Sadier, o casal-líder do quinteto franco-inglês. Quem procurar aqui algo diferente ou superior ao repertório dois últimos álbuns, vai ficar sentado.
Todos padecem de uma mesma e já escandalosa afasia criativa. Stereolab surgiu fundindo harmonias vocais, rock alemão dos anos 70, bossa nova, influências de Burt Bacharach e minimalismo. Mas dez álbuns, uma infinidade de singles e vários projetos paralelos parecem ter bastado para aplacar a vocação experimentalista do grupo.
A faixa de abertura, a única instrumental do EP, é ilustrativa. Apoiada em células rítmicas repetitivas, tenta ser hipnótica, mas soa apenas a um trololó monocórdico e enjoativo. Amigos e amigas, o Stereolab desbotou.

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