Murillo MeirellesLeila Pinheiro:
‘‘Quando falei
em parcerias
inéditas não disse
quantas seriam’’Por ela, haveria uma promoção maior de parcerias inéditas. Não deu. Daí, Leila Pinheiro resolveu tocar o projeto adiante somente com o material que lhe foi enviado por duplas como Paulinho da Viola e Eduar do Gudin ou mesmo Alvin L. e Sergio Santos que sequer se conhecem pessoalmente. Conseguiu nove canções e uma vinheta novinhas em folha que estão registradas em ‘‘Na Ponta da Língua’’, seu nono disco. ‘‘Eu sabia que seria uma certa ousadia de minha parte querer juntar tantas parcerias’’ - diz uma resignada Leila Pinheiro.
O restante do disco foi preenchido por regravações em que imprime sua marca registrada. Tudo isso só foi possível porque Leila Pinheiro resolveu novamente assumir as rédeas de seu trabalho o que, consequentemente, permitiu à cantora uma maior autonomia de vôo. Ou seja, ‘‘Na Ponta da Língua’’ leva sua assinatura na produção e direção musical. Mas Leila quer mais, muito mais.
Quer, por exemplo, que seu trabalho tenha um alcance maior sem precisar descambar para o comercialismo. ‘‘Eu estou cada vez menos conformada de vender 100 mil cópias de um disco num país de 160 milhões de habitantes. É uma sacanagem’’ - afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista que Leila concedeu à Folha2.
O projeto original do disco era compor um repertório em que se promovessem apenas parcerias inéditas. Isso não aconteceu, né?

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