Para a musicista, professora e produtora de rádio Janete El Haouli, que por dez anos foi aluna de Koellreutter, em São Paulo, a perda do músico é irreparável. ‘‘A sua morte é um dos maiores lutos da música contemporânea brasileira e o mais triste é que grande parte do Brasil não o conhecia’’, comentou Janete. Do ‘‘mestre dos mestres’’, como costuma se referir a ele, lembra da sua posição questionadora diante de tudo e do quanto inquietava os alunos com os seus questionamentos polêmicos, principalmente na área da estética musical. ‘‘Ele sempre iniciava suas aulas com uma frase paradoxal, que instigava os alunos a relativizar a forma de pensar. Nunca conheci ninguém tão brilhante como ele’’, afirmou. Em 2000, Janete ajudou a organizar, em Londrina, uma festa em homenagem aos 85 anos do músico, que já começava a manifestar os primeiros sintomas do Mal de Alzheimer. Na ocasião, ele deu duas palestras e fez um concerto no Ouro Verde.
O compositor londrinense Arrigo Barnabé também destaca o lado polemista de Koellreuter: ‘‘Já era uma coisa muito triste ele ter ficado muito doente e ter passado os últimos anos em silêncio. Koellreuter não só foi superimportante para a música brasileira e um educador, mas também importante por ser um polemista. Era uma pessoa em constante renovação, sempre revendo suas posições, procurando ampliar a perspectiva da música.’’

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