Martin e Eduardo, guitarrista e baterista, respectivamente, de apoio de Pitty, estão lançando o primeiro disco longe da cantora que normalmente acompanham. Em ''Dezenove Vezes Amor'' apresentam dez faixas na linha ''power pop'' dos anos 90, com guitarras distorcidas e refrões gritados, que pontuam a dinâmica circular das composições.
Para os músicos, tudo aconteceu de maneira despretensiosa. ''Foi uma coleção de composições que não cabiam no trabalho com a Pitty e com o Cascadura'', diz Martin, referindo-se a sua outra banda, formada em Salvador, em 1992. No projeto com Eduardo, ele canta e compõe. ''Foi legal esse desafio de fazer uma música com começo, meio e fim. Fazer as letras e os refrões, além da parte instrumental.''
Martin ainda tem outro projeto paralelo, o Agridoce, que mantém, este sim, ao lado de Pitty. Ele diz que seus outros trabalhos não colocam em risco sua ocupação principal. ''É legal brincar de ser líder de uma banda, mas o que me motiva é conseguir fazer todos os projetos. Se tivesse de escolher, perderia a graça'', revela.
A música pop está repleta de bandas de apoio que se emancipam. Salvas as devidas proporções, vale citar a lendária The Band, que se popularizou após tocar com o ícone americano Bob Dylan. No Brasil, as duas principais bandas de rock psicodélico, Os Mutantes e Os Brazões, foram vistas pelo grande público, inicialmente, como acompanhantes dos cantores Gilberto Gil e Gal Costa.

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