Para ilustrar a entrevista à FOLHA, André Siqueira fez as cordas de seu violão ecoarem uma melodia lenta, enquanto o instrumento parecia cantar com voz própria, harmônica. ''O som tem vida dentro dele'', afirmou Siqueira, tirando por um momento os olhos do instrumento.
''Conhecer o trabalho de improviso de Giacinto Scelsi causou uma forte influência sobre o meu próprio método composicional'', admite o músico, que planeja lançar, no segundo semestre deste ano, o seu segundo disco, ''Catamarã'', usando como ferramenta o método improvisativo.
As composições do disco, de música popular, são todas inéditas. ''Eu concebi as melodias deste álbum improvisando no violão, e depois cristalizando elas no papel'', explica Siqueira, que contou com a ajuda de outros músicos de Londrina e Belo Horizonte. ''O próprio nome do novo álbum (Catamarã) é de um barco. Fazer música é deixar fluir. É como navegar, seguir a corrente'', completa. (R.C.)

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