Músico precisou optar entre Brasil e Europa
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sexta-feira, 09 de maio de 2003
Reportagem Local 
Voltar ao Brasil ou permanecer na Europa dando continuidade à carreira de concertista e lecionado em uma das mais respeitadas instituições musicais do mundo. A decisão foi difícil, mas Roney Marczak, de 31 anos, ficou com a primeira opção. ''Nas entrevistas que concedi sempre falei da minha vontade de abrir uma escola de música no Brasil. Escolhi Londrina por questão afetiva'', diz ele, acrescentando que com a decisão favorece famílias que gostariam de ver seus filhos estudando em uma escola de qualidade sem ter a necessidade de encaminhá-los a outras cidade ou países.
Para que pudesse realizar seu sonho, Marczak precisou recusar o convite para ser assistente do professor Igor Ozim considerado o melhor pedagogo de violino do mundo , na Escola Superior de Música de Berna, na Suíça. Foi lá que o londrinense concluiu, em fevereiro deste ano, o mestrado em Pedagogia da Música e Violino para Crianças e Adultos. ''Quando falei da minha decisão, os diretores da Escola ficaram estarrecidos. Mas quando souberam o motivo, deram total apoio e disseram que a oferta continua aberta para quando eu quiser'', conta.
Na volta ao Brasil, o violinista ainda foi sondado por algumas instituições de ensino como a USP, ECA, Universidade Federal do Rio e Universidade Federal de Belo Horizonte. Mesmo assim, manteve-se coerente com o que queria. E foi no Colégio Marista onde estudou e fez apresentações em alguns teatros que a instituição mantém em várias cidade brasileira que Roney Marczak encontrou total apoio à sua empreitada.
A Escola de Música Marista Sol Maior já nasce com uma grife. Ou seja, o nome e o currículo exemplar de Roney Marczak deverão ser os chamarizes para a escola. Ele se esquiva. ''Sempre prezei a seriedade de meu trabalho. E na escola vou prezar pela qualidade do ensino'', diz categórico. Modéstia. Logo ele, vencedor de diversos concursos nacionais e internacionais que lhe renderam os holofotes da mídia e também elogios da crítica especializada.
Ainda em Londrina, Roney Marczak ministra aulas de violino no tradicional colégio Mãe de Deus além de manter um estúdio particular onde dá aulas de violino e também prepara instrumentistas para concertos, concursos e até vestibulares de música no exterior. Paralelo a essas atividades, ele deverá, a partir do segundo semestre, fazer uma série de apresentações pelo Brasil com o pianista Christian Ruvolo o projeto foi aprovado pela Lei Rouanet e está em fase final de captação de recursos.
Com Ruvolo, Marcazk já começou a gravar, na Alemanha, o último disco da trilogia ''Descobertas'', que visa a resgatar e difundir arranjos inéditos para piano e violino com obras de compositores populares e eruditos do Brasil. No repertório, deverão entrar peças de Tom Jobim (''Desafinado''), Camargo Guarnieri (''Sonata nº 4''), Noel Rosa (''Último Desejo''), Waldir Azevedo (''Brasileirinho), Agnello França (''Noturno''), entre outras. (A.M.J.)


