A vida da musicista que dispensou os chás de respeitáveis senhoras para cruzar as pernas em populares cabarés será dividida entre Gabriela e Regina Duarte, em ‘‘Chiquinha Gonzaga’’, minissérie de Lauro César Muniz.
Regina Duarte começa a trama no papel de Chiquinha com 87 anos, em 1935, quando um grupo de atores lhe presta uma homenagem no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Ao assistir a homenagem, Chiquinha, dá início a uma série de recordações. A minissérie parte, então, para o 2º império brasileiro, quando Gabriela entra no papel da protagonista.
Aos dezesseis anos, já interessada pela música, Chiquinha é obrigada pelo pai autoritário (Odilon Wagner), a casar-se com o oficial da marinha, Jacinto do Amaral (Marcelo Novaes), com quem tem três filhos. Jacinto faz o possível para controlar a rebeldia da esposa que não o tolera por muito tempo.
Logo depois de abandoná-lo e iniciar um relacionamento com João Batista (Riccelli), motivo de ser enxotada da casa dos pais, Chiquinha muda-se para um modesto sobrado e começa a dedicar-se às artes.
Gabriela ficará com essa fase mais conturbada. Depois Regina Duarte voltará para fazer a autora de ‘‘Ó, Abre Alas’’, (obra de um repertório de quase duas mil músicas) já reconhecida como compositora.
A importância de Chiquinha Gonzaga, para Lauro Cézar Muniz, ‘‘está em mostrar uma alma feminina que ‘pecou’ no momento em que não aceitou as funções que caberiam, exclusivamente, às mulheres da época. ‘‘Chiquinha, além de dar início ao movimento de libertação da mulher, lutou pela abolição da escravatura e pela implantação da República.

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