Musical Os Miseráveis é outra opção nas telonas
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2013
Luiz Zanin Oricchio<br>Agência Estado 
São Paulo - Continua entrando a safra Oscar e agora chegam "Os Miseráveis" e "O Lado Bom da Vida". O musical, adaptado da peça e do livro de Victor Hugo, dirigido por Tom Hooper, é vencedor do Globo de Ouro de melhor comédia ou musical, divisão que não existe na Academia de Hollywood. Em todo caso, entra com oito indicações e seu cacife é bom. Talvez não para ganhar os prêmios principais, mas alguns dos secundários.
E o filme em si? Bem, é um musical puro. Isto é, todos os diálogos são cantados, com uma ou outra raríssima exceção. Há gente que não tolera isso. Tanto assim que não vemos os cartazes apregoar que se trata de um musical. Como se fosse algo a ser escondido. Tolice, há grandes musicais, o maior de todos "Cantando na Chuva" (Stanley Donen/Gene Kelly). Mas, enfim, quem for ver (e ouvir) o filme deverá ir com o espírito de quem vai a uma ópera. Isto implica, entre outras coisas, abandonar a cobrança do realismo, uma das referências mais automáticas do cinema, em especial o cinema comercial. De qualquer forma, "Os Miseráveis" é o musical mais visto do mundo. Funcionará na tela? É conferir.
O jeito é abandonar-se à música, ao visual, que tem algumas sequências magníficas, e à emoção de uma das mais tocantes histórias já escritas. Qual é essa história? A de Jean Valjean (Hugh Jackman), preso por roubar um pão e conduzido às galés. Ao sair do cárcere, Valjean é homem embrutecido, mas sua alma, digamos assim, será libertada por um sacerdote de bom coração. Valjean decide mudar de vida e de nome. Mas um policial, Javert (Russell Crowe), não lhe dá sossego e o persegue onde quer que vá. Esse nome, Javert, ficou como uma espécie de logotipo dos perseguidores implacáveis, cegamente obedientes à lei, mesmo que injusta, sem qualquer outro tipo de consideração humana.


