Começa na terça-feira mais uma edição do Festival de Teatro de Curitiba, a 20 de sua história. Neste ano, a curadoria decidiu privilegiar os musicais e a ''confusão de gêneros'', além dos clássicos, na Mostra 2011, que terá 31 espetáculos, entre eles oito estreias nacionais e uma peça internacional. A montagem de abertura ''Sua Incelença, Ricardo III'', em cartaz no Bebedouro do Largo da Ordem, dá o tom do evento.
A ''confusão de gênero'' e a enfâse em musicais já está na própria sinopse do espetáculo de abertura do festival, criado pelo Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, sob direção do mineiro Gabriel Villela. A ideia é unir as ''incelenças'', gênero musical nordestino usado em costumes fúnebres, com referências pop, a exemplo de Queen e Supertramp. Em meio a tudo isso, uma história que une jogo de poderes pelo trono britânico com picadeiro de circo. A montagem será realizada gratuitamente a céu aberto, mesmo em caso de chuva, e também homenageia os 318 anos de Curitiba, que comemora aniversário no mesmo dia.
Outro destaque da Mostra 2011 é o espetáculo ''Preferiria Não?'', uma das oito estreias nacionais, dirigido pela paranaense Denise Stoklos. A ideia da montagem é usar os conceitos do Teatro Essencial, concebido por Stoklos, em que há o mínimo de recursos na performance do ator, senão seu próprio corpo, movimentos, memória e intuição.
A Mostra 2011 também destaca ''Antes da Coisa Toda Começar'', dirigido por Paulo Moraes, da companhia Armazém, que iniciou sua vida profissional em Londrina e hoje é radicada no Rio de Janeiro; ''O Livro'', com Eduardo Moscovis; ''Édipo'', de Elias Andreato, entre outras.
Na mostra paralela, o Fringe, a novidade é a seleção das peças de acordo com suas similaridades. Essa foi uma forma da direção do festival de tentar pôr um pouco mais de ordem na programação, que terá 376 espetáculos de 32 companhias vindas de 19 estados brasileiros mais o Distrito Federal.
Exemplos dessa nova programação coordenada são a Mostra Outros Lugares, que tem como objetivo apresentar a nova dramaturgia curitibana, e a Conexão Roosevelt, que dedica espaço ao teatro marginal produzido na região da Praça Roosevelt, em São Paulo, a exemplo de ''Como Ser Uma Pessoa Pior'', monólogo do dramaturgo londrinense Mário Bortolotto.

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