ReproduçãoJoão Paulo (à esquerda) e Daniel: dupla preparava-se para gravar novo disco em outubroO cantor José Henrique dos Reius, o João Paulo, de 34 anos, da dupla sertaneja João Paulo e Daniel, morreu às 2h30 de ontem em acidente de carro no quilômetro 40,5 da pista São Paulo-Campinas da Rodovia dos Bandeirantes, na altura do município de Cajamar.
Ele estava com o segurança em sua BMW de placas CJP 0008, de São Paulo, voltando de show em São Bernardo dos Campos, indo para Brotas, onde morava. Ele capotou o carro, que foi parar no canteiro central, onde se incendiou. João Paulo morreu carbonizado, e o segurança, Paulo César Pavarini, foi ejetado do carro e sofreu ferimentos leves, sendo medicado no Pronto Socorro e Maternidade Jundiaí. João Paulo era casado e tinha uma filha de seis anos.
O corpo do cantor foi levado ontem para o Instituto Médico Legal (IML) de Guarulhos, na Grande São Paulo e de lá seguiu de helicóptero para Brotas, onde será sepultado.
Amilton Policastro, empresário do cantor, disse que a dupla tinha um novo projeto em andamento. ‘‘Quando a dupla começou, eles cantavam apenas moda de viola, música de raiz. Com o mercado da música sertaneja, eles conquistaram o país. Eles já estavam se preparando para entrar no estúdio, no mês de outubro, para lançar em dezembro um disco só de música raiz, que era o sonho da dupla ’’.
O acidenteO segurança Paulo Cesar Pavarini, que acompanhava o cantor no momento do acidente, concedeu entrevista à imprensa no Hospital e Maternidade Jundiaí, onde esteve internado até ontem. Segundo ele, na Rodovia dos Bandeirantes, depois da balança, há uma curva e logo depois um posto de gasolina, onde pararam para tomar um café e comprar cigarro. ‘‘ Ele quis dirigir o carro. Brincou comigo, e separou os tíquetes dos pedágios. Eu inclinei um pouco o banco. Depois do pedágio, ele pagou o pedágio e eu ouvi um ‘tum-tum-tum’, só isso que eu escutei. Eu não sei se ele passou por um olho de gato, e aí fez esse barulho, se era um pneu furado, se tinha saído da pista e estava no degrau do acostamento. Não sei o que aconteceu. Eu não vi o velocímetro...não sei se corria’’. Contou que depois disso o carro se acidentou e ‘‘foi esfregando no asfalto e na grama’’. ‘‘Os vidros não quebraram, eu saí pelo vidro da porta de trás e pulei na pista e comecei a gritar pedindo ajuda para salvar o João’’, contou. ‘‘Mas, não teve jeito, o carro explodiu na minha cara ’’, disse.

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