Música pop para ficar em casa
Teatro? Não. Cinema? Não. Show? Não. Então vamos ouvir as músicas que falam sobre "ficar em casa", lavando a mão com ...sabão
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terça-feira, 24 de março de 2020
Teatro? Não. Cinema? Não. Show? Não. Então vamos ouvir as músicas que falam sobre "ficar em casa", lavando a mão com ...sabão
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
É como se todos voltassem a estudar e recebessem uma lição de casa comum. O dever? Ficar em casa. Exemplos no mundo mostram como o comportamento de ficar em casa, inibe a circulação do coronavírus e o ato – de permanecer parado, quietinho em casa, é determinante nesse momento.
Em sintonia com essa necessidade, artistas dão o recado. Com letra e melodia, a ordem soa com descontração. Um exemplo é "Hoje eu não saio não", de Marisa Monte. A música integra o disco “O que você quer saber de verdade”, de 2011, e serve de hino a ser cantado e decorado bem agora, por incrível que pareça.
Sem deixar a seriedade de lado, passa o recado dizendo a verdade e ainda promove um momento de bem estar. Aos amigos, familiares, vizinhos e também para aquele vovô que insiste em bater pernas. Boteco? Não. Teatro? Não. Cinema? Não. Trio elétrico, esquema, multidão? É não, não e não!
"Não troco meu sofá por nada, meu bem / Hoje eu não saio não", afirma. Se é fato que nem todo mundo é tão caseiro assim e a obrigação chega a alguns ouvidos com estranhamento, as rimas e o refrão inteligentes, são um incentivo e tanto. “Não quero ver a multidão. Na padaria, não/ Na academia, não Periferia, não/ No centro, não/ No casamento, não/ No lançamento, não/ No movimento, não / Na praia, não”.
Mais que ficar em casa e só ver televisão, as diferentes mídias permitem ir além, receber informações em tempo real, interagir com quem está longe, longe e ficar por dentro dos últimos lançamentos. É hora de parar, Marisa repete “Não troco meu sofá por nada, meu bem”, e ela está certa. Ipanema, Lapa, restaurante, roda gigante, baile funk, parque, batucada, passeata, a resposta é não. Leitor: diga ainda: “Nem no portão”, como na canção.
Higiene e recomendação
Bem mais antiga e parte da educação de muitas crianças hoje bem grandinhas, “lava uma mão, lava outra, lava uma” é refrão da canção composta e cantada por Arnaldo Antunes. Chama-se “Lavar as Mãos”, é de 1996 e enriquecia a programação do Castelo Rá-Tim-Bum, na TV Cultura. O videoclipe tem circulado nas redes e, além de educativo, traz uma pitada de nostalgia.

O apelo da banda paulistana Hotelo também chega com bom humor e didática. “Fica em casa, lava a mão, pode ser com álcool gel, mas é melhor com sabão”, cantam. Verdadeira mascote, a cachorra Mia faz uma participação especial no vídeo de pouco mais de dois minutos e a mensagem é de efeito esclarecedor. “Ai que saudades do vovô e da vovó, mas é que em tempos de corona é melhor eu ficar só”, traz. Ai que vontade de abraçar meu amiguinho, mas em tempos de corona, é só cotovelin”, ensina a banda que está há sete anos na ativa.
De acordo com o baixista Conrado Córdoba, a gravação foi feita em 17 de março. “Estamos recebendo um feedback muito positivo, a ideia era falar do assunto sério com um pouco de descontração e acima de tudo, conscientizar”. Além da Mia, a cachorra Pipa também está presente na rotina da banda, formada por Deco Martins, Julio Petermann e Tiago Caviglia. A agenda da banda está suspensa - todos em casa mesmo.
Confira o som da banda Hotelo aqui


