MÚSICA O Rappa lança primeiro DVD
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Adriana Del Ré<br> Agência Estado 
O novo álbum, ''O Silêncio Q Precede o Esporro'', foi a prova de fogo para a banda O Rappa mostrar sua sustentabilidade sem a presença do músico e compositor Marcelo Yuka. Conseguiram provar que têm vida própria, assim como uma criatividade musical latente. Com CD sendo bem trabalhado na praça e arrastando multidões, principalmente adolescentes, para seus shows, o grupo acaba de lançar o primeiro DVD da carreira, ''O Rappa - O Silêncio Q Precede o Esporro'' (Warner Music).
O Rappa estréia nesse ramo do audiovisual, com um projeto bem-feito e bastante informativo. É um produto para agradar fundamentalmente aos fãs da banda, como o baterista Marcelo Lobato confirma. ''Queríamos registrar o que rolava nos camarins, para mostrar para os fãs como as coisas são feitas'', descreve Lobato. ''Desde que começamos a gravar o disco, fomos juntando algum material para, quem sabe, fazer um DVD, como a gente faz até hoje.''
Entre as imagens de bastidores da gravação do disco no estúdio do produtor e amigo Tom Capone, aparece, vez por outra, alguma cena curiosa envolvendo esse processo, como a dificuldade que o vocalista Falcão teve, no início, de cantar a letra da música ''Reza Vela''. O DVD traz ainda três momentos bastante distintos entre si, que marcam o caráter, digamos, democrático, das turnês da banda: os shows na Toca do Bandido (estúdio de Capone, aberto para um público menor); no Complexo do Alemão, dentro do projeto Conexões Urbanas (voltado para a comunidade mais carente); e no Olimpo (casa de espetáculo popular, situada na zona norte do Rio). ''O Tom Capone topou emprestar seu estúdio, a Toca, para uma apresentação mais intimista'', conta Lobato. O oposto do que acontece, segundo ele, nos espetáculos que a banda costuma apresentar no Olimpo e no Complexo do Alemão, sempre abarrotados de gente.
A banda carioca aproveita a seção Extras do DVD para exibir o trabalho de um grupo de jovens que mantém o projeto TV Morrinho, uma das iniciativas sociais apoiadas pela banda. São meninos que moram no morro e que, há seis anos, reproduzem a realidade de onde vivem em maquetes e miniaturas, e gravam tudo. ''A nossa proposta é que esses projetos caminhem com as próprias pernas.'' Na forma de documentário, os integrantes falam sobre suas origens, vidas e carreiras.


