DivulgaçãoA banda Mansão Silva faz show na Rua 24 Horas e na Festa de São FranciscoDas atrações musicais deste final de semana, destacam-se dois cartazes: o show de Gerson Bientinez, no Teatro do Paiol, com participação do cantor e compositor Carlinhos Vergueiro, e o show da ‘‘Banda Mansão Silva’’, que lança oficialmente seu primeiro CD na festa da Rua 24 Horas.
Os rapazes da ‘‘Mansão Silva’’ escolheram o espetáculo ao ar livre, nesta sexta-feira, às 20h, para o batismo do disco. Eles repetem o show domingo, às 20h, na Festa de São Francisco, no Largo da Ordem.
O CD da banda há algumas semanas vem sendo executado nas rádios, mas só agora o público passará a ter acesso a eles. Quando o conjunto entrou no estúdio para gravar - com o aval da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - contava com três integrantes e uma porção de convidados. Hoje os Silva são seis.
‘‘Era inviável mantermos aquela estrutura, contratando outros músicos’’, explica o vocalista Helvo Slomp. ‘‘Daí que ela cresceu’’. A Mansão aumentou e com ela o repertório, incorporando-se a ele a vertente funk. O trabalho com o fandango paranaense, que teve início no disco, tomou outros caminhos, deixando a marca tradicional do ritmo para uma leitura mais solta, com as feições do grupo.
DivulgaçãoGerson Bientinez (de boné, à direita) e grupo que fazem show no Teatro Paiol
‘‘A banda está descobrindo-se dentro da música pop’’, acredita Slomp. Sem se limitar a este ou aquele gênero ela transita à vontade pelo reggae, ska, samba, rock, funk, fandango paranaense, músicas latinas.
O CD reproduz essa variedade, mas como observa o vocalista, um dos cuidados do grupo é a qualidade das composições. Sobre o nome ‘‘Mansão Silva’’ explica a origem: ele vem de uma república onde alguns dos músicos moraram. Ao se reunirem em torno de uma idéia veio a lembrança da velha casa de madeira. ‘‘O Brasil é uma mansão cheia de Silvas’’, brinca Helvo.
BientinezViolonista e compositor curitibano, Gerson Bientinez cercou-se de amigos para gravar ‘‘Quinze’’, seu primeiro CD. Um destes amigos virá participar especialmente: Carlinhos Vergueiro. De hoje a domingo no Paiol.
O repertório é versátil, com cores brasileiras: vai da valsa ao choro e samba-canção. Reproduz as faixas do disco, que traz na capa o compositor ao lado do bondinho da Rua Quinze. O título, porém, não faz alusão à rua, mas aos quinze anos de carreira do músico, que foram completados em 1995, quando o CD estava sendo gravado.
Antes da profissionalização Bientinez já ensaiava os primeiros passos musicais - aos 13 anos tocava acordeon. Aos 15 mudou para o violão, por influência da família. O compositor surgiu nos anos 80. Dois nomes importantes em sua carreira: o compositor Claudionor Cruz e o violonista Sebastião Tapajós, que o orientaram na composição e harmonização.

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