O atual panorama da música independente no Brasil será tema de palestra seguida de bate-papo hoje na capital, às 18h, no Teatro Universitário de Curitiba (TUC), com a presença de presidente e vice-presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), Fabrício Nobre e Pablo Capilé. Também participa um representante do Sebrae de Curitiba. A entrada é franca.
A palestra faz parte da programação do Psycho Carnival 2009, realizado há dez anos em Curitiba durante o feriado de Carnaval, um dos festivais paranaenses associados à Abrafin, junto com o Demosul, de Londrina. Para o vice-presidente da associação, Pablo Capilé (do festival Calango de Artes Independentes e do itinerante Grito Rock), os festivais independentes assumiram hoje o lugar antes ocupado pelas rádios na divulgação de novos artistas. ''É o topo da cadeia alimentar da música em cada estado, substitui o que a rádio fazia antes. Hoje as bandas querem tocar nos festivais, o poder público apoia e a iniciativa privada sabe o que está acontecendo ali'', observa Capilé.
De acordo com o vice-presidente, além da oportunidade de divulgar o trabalho sem ter que passar pelo eixo Rio-São Paulo, o circuito independente promove a democratização de todo o processo. ''Não existe mais a figura do artista iluminado. O que existe agora é o artista pedreiro que carrega caixa, que faz acontecer, que faz o evento, produz seu próprio CD. Não tem mais dez ganhando 1 milhão, mas tem cem ganhando 10 mil. Cria a oportunidade de ter um cachê honesto sem ser explorado'', avalia Capilé.
Criada em 2005, a Abrafin promove a troca de experiências entre produtores associados, bem como entre grupos, produtoras e coletivos responsáveis pela realização dos festivais. De acordo com dados da associação, o circuito independente atrai 300 mil pessoas ao ano, fazendo circular mais de 600 bandas, entre nacionais e internacionais, movimentando cerca de 5 milhões de reais ao ano.
Sobre a participação do Paraná nesse cenário, o presidente da Abrafin, Fabrício Nobre (organizador dos festivais Goiânia Noise e Bananada, e integrante da banda MQN) observa que a movimentação é crescente. ''O Paraná tem um circuito forte no interior e bandas fortes em Curitiba, que também tem casas de shows com uma tradição no circuito independente'', afirma Nobre. O presidente ressalta que não há distinção entre os gêneros musicais para caracterizar um festival como independente. ''Tem festival de música tradicional, erudita. O título de independente está relacionado mais a como ele acontece do que com o tipo de música que ele trabalha'', explica.

SERVIÇO
- Palestra
Quando - Hoje, às 18h
Onde - Teatro Universitário de Curitiba - TUC (Galeria Júlio Moreira, Largo Coronel Enéas), em Curitiba
Mais informações - (41) 3321-3312

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