A última passagem de Eudóxia de Barros por Londrina foi em 2004. Na ocasião, fez um recital em homenagem ao aniversário de 70 anos do município. Considerada uma das pianistas mais completas do País, ela ficou marcada pela redescoberta do compositor Ernesto Nazareth (1863-1934) na década de 60, o que contribuiu para o ressurgimento do chorinho.
O resgate marcou a história da música erudita nacional, pois trouxe à luz composições do modo ele as escreveu e não a partir dos arranjos feitos posteriormente por maestros de renome. Sua pesquisa influenciou o repertório de dezenas de outros pianistas brasileiros, que também passaram a frequentar o legado do compositor.
Eudóxia realiza cerca de 50 concertos por ano. Seu currículo destaca incontáveis apresentações no exterior a convite do Itamaraty incluindo metrópoles como Paris, Londres e Nova York e países como Suiça, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador e Paraguai. Já gravou gravou 45 discos - 31 LPs e 14 CDs.
Em 1967, tirou o primeiro lugar no concurso para solista da ''North Carolina
Symphony'', excursionando com a orquestra no mesmo ano. Em 1995, recebeu o ''Prêmio Nacional da Música'' outorgado pela Funarte. Dois anos depois, foi escolhida a ''melhor recitalista'' da temporada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Atualmente é vice-presidente do Centro de Música Brasileira, além de pertencer à Academia Pernambucana de Música e à Academia Brasileira de Música. (N.S)

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