Uma semana dedicada ao som que mais agrada o ser humano, a música. Essa é a proposta do VIII Encontro de Corais, que se realiza em Ibiporã, de hoje até sábado. Serão 35 corais de todo o País, incluindo grupos de São Paulo, Bauru, Campinas e Ourinhos, entre outras cidades.
A organização do Encontro estima que 2,5 mil pessoas circulem por Ibiporã nesta semana, um grupo formado por coralistas, espectadores, professores, regentes e alunos. Segundo os organizadores, os hotéis na cidade já não têm mais vagas para os visitantes, e a economia local cresce de 30 a 40% durante o Encontro.
A abertura do Encontro ocorre hoje, a partir das 20h30, no Cine Teatro Padre José Zanelli. O Coral Madrigal UNB (Universidade de Brasília), um dos mais respeitados no Brasil, lançará o festival. Criado em 1992, ele apresenta um repertório formado por variados estilos, desde a Renascença até a música moderna. Segundo o maestro e professor David Junker, o objetivo do grupo é se aprofundar em peças corais de exigente nível musical. Alunos do departamento de música da UNB mantiveram intercâmbio com o Coral da Universidade de Miami, sob a regência do dr. Lee Kjelson, e com o coral formado por professores de educação musical de Wyoming, sob a regência do maestro Carlyle Weiss. Para hoje à noite, eles programaram composições de Hassler, Vivaldi, Mozart, Leavitt, Basler, Peeters, Tavener, Wilkinson, Somers, Lauridsen, e Goldman.
Outros grupos também merecem destaque, como os corais Juvenil e Adulto da PUC-Campinas, Coral Veritas, Coral Municipal de Arapongas, Ballet da Fundação Cultural de Ibiporã, Coral Municipal de Maestro Carvalho, e o Coral Baccarelli, formado por 33 crianças carentes de São Paulo. O valor dos ingressos para todas as apresentações é de um real. Durante a semana, as noites musicais ocorrerão no Cine Teatro Municipal de Ibiporã (Rua D. Pedro II, 368 - Centro), sempre a partir das 20h30.
Estão programadas também apresentações em locais alternativos. Quem estiver num banco, loja ou praça de Ibiporã pode ser surpreendido com uma performance de algum dos grupos participantes. Até mesmo quem passear pelos shoppings ou Calçadão de Londrina poderá ouvir os corais, porque a cidade vai ter uma extensão do evento. Segundo as organizadoras do Encontro, as professoras da Fundação Cultural de Ibiporã Valderês Camargo Caria de Godoy (diretora artística) e Regina Bilha Balan Mazzarin (diretora pedagógica), a idéia de ampliar o Encontro para outras localidades é de buscar alternativas para o crescimento e a disseminação do canto coral em todos os setores da sociedade. Nesse sentido, serão realizadas 18 oficinas (duas a mais do que no ano passado) com os mais diferentes cursos, abordando desde regência e técnicas vocais até a expressão corporal e cênica através do Butô, um estilo de dança japonesa que interpreta sentimentos, sons e melodias por meio de movimentos do corpo. Além da Fundação Cultural de Ibiporã, o VIII Encontro de Corais também tem o apoio da Prefeitura Municipal de Ibiporã, pelo SAMAE (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) e pela Caixa Econômica Federal.

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