Balada. Ambiente escuro com luzes intermitentes, pista de dança lotada e nenhum espaço para o silêncio. A música não pode parar, é o combustível que move os corpos. E dançar ali é mais do que um exercício, um relaxamento ou uma tentativa de conquista. É uma forma de extravasar tudo aquilo que se é, que se sente e que não se pode expressar de outra forma a não ser no meio da multidão, sentindo a música por todos os poros do corpo.
  Daí a responsabilidade do DJ: cabe a ele manter a ‘vibe’ (as vibrações positivas, a animação) da festa, por meio de seu set list (a lista de músicas selecionadas) e de uma mixagem perfeita, unindo a música que se acaba e a que começa, como se uma fosse a continuação natural da outra. Mas será que para ser um bom DJ isso basta?
  ‘‘O bom DJ presta atenção na pista, coisa que muita gente hoje em dia não faz. A maioria vai com um set list na cabeça e não altera. Também é preciso conhecer o local e as pessoas para quem você está tocando. Conversar com elas, fazer amizade’’, ensina Carlos Suzuki, um dos primeiros DJs de Londrina.
  E as possibilidades de trabalho são muitas. ‘‘Londrina não tem tanta balada, mas o mercado de trabalho é vasto. Pode-se tocar em casamentos, aniversários, programas de rádio, desfiles de moda, trilhas sonoras de curtas-metragens, coquetéis, lojas. Campo de trabalho tem, mas tem que saber se vender para as pessoas quererem te contratar’’, recomenda o DJ Daniel Daus, que já foi residente em bares e boates em Londres.

● Termo, que significa ‘disc jockey’, referia-se originalmente aos locutores de rádio


● Um DJ tem a percepção musical de saber quais composições, devido às batidas por minuto, permitem que os compassos sejam sincronizados e mixados

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