MÚSICA ELETRÔNICA - DJs marcam presença em Londrina
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sábado, 27 de março de 2004
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Marky, Mau Mau, Patife e Murphy. Quatro expoentes da música eletrônica brasileira. Todos paulistanos. Todos consagrados como DJs-para-exportação, com ampla bagagem no exterior. Os três primeiros já tocaram em Londrina e estão previstos para retornar à cidade no próximo mês, como convidados da casa noturna Fashion Club.
Antes deles, no dia 2, chega a DJ tcheca Lucca para dividir a cabine com o DJ gaúcho Fabrício Peçanha. Já o primeiro escalão começa a desembarcar a partir da segunda semana de abril. Murphy está agendado para o dia 9. Marky vem dia 16, acompanhado do MC Stamina. Mau Mau foi escalado para o dia 20. E Patife está programado para o dia 30.
A agenda dá continuidade à efervescência do ano passado, quando outros DJs nacionais de ponta circularam por aqui animando pistas de clubes e raves locais. Murphy, que puxa o elenco estelar, despontou em 2001 quando foi o único DJ da América latina a tocar no World Electronic Music Festival, no Canadá.
Na temporada seguinte seguinte, foi eleito o melhor DJ techno do ano pelo badalado prêmio Noite Ilustrada, comandado pela colunista Erika Palomino. Marky, por sua vez, foi o primeiro DJ brasileiro a estourar fora do País. Executando drum'n'bass, conquistou Londres, berço do gênero. Em 2000, foi eleito o melhor DJ estrangeiro pela revista inglesa Knowledge.
De lá para cá, viaja constantemente discotecando pelo menos seis meses do ano na Europa, Estados Unidos e Japão. Sua composição ''LK (Carolina Carol Bela)'', incluída no álbum ''Brazilian Job'' (2002), tornou-se a música brasileira mais tocada na histórias das paradas inglesas superando inclusive ao clássico bossa-nova ''Garota de Ipanema''.
Além de ''Brazilian Job'', que saiu só na Europa, ele lançou mais três CDs: ''Workin' the Mix'' (1999), ''Audio Architeture'' (2000) e ''Audio Architeture: 2'' (2001) todos no formato ''DJ-mix'', ou seja, coletâneas remixadas de faixas alheias. Neste mês, ele lança o CD ''In Rotation'', em parceria com o produtor Xerxes de Oliveira (o ''XRS'').
O disco inaugura o selo Innerground, fundado pela dupla em Londres. O repertório só traz produções próprias. Sai primeiro no exterior e depois no Brasil com distribuição pela gravadora Universal. Patife, outro nome com prestígio alto em terras estrangeiras, vem pela quarta vez a Londrina.
Também adepto das batidas quebradas do drum'n'bass, ele foi precursor em temperar o estilo com molho tropical introduzindo samples suingados de MPB. Já lançou dois CDs: ''Presents Sounds of D'n'B'' (em 2000) e ''Cool Steps Drum'n'Bass Grooves'' (2001). Mau Mau, por sua vez, foi um dos responsáveis pela explosão techno ocorrida no país na segunda metade da década de 90.
Coleciona prêmios como o melhor DJ do ano em seu gênero. Seu set (repertório) é um mix de house, techno e techouse, sempre adicionadas à uma batida com suingue brasileiro, o que o levou a participar do Carnaval 2000 em Salvador, na Bahia, ao lado de Daniela Mercury, formando assim o primeiro bloco techno no carnaval baiano.
No ano passado, lançou o álbum ''Music Is My Life'', só com composições próprias. Com o projeto M4J, em parceria com outros músicos, Mau Mau já gravou outros dois álbuns: ''Brazilian Experience'' (que ganhou o prêmio de grupo revelação da música brasileira 1999 do APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes) e ''Folclore Nuts'', que teve uma de suas faixas, ''Forro com F'', lançada em single pelo selo inglês Joss House.


