DivulgaçãoOs irmãos humoristas e músicos Chico e Paulo Caruso, criadores do Conjunto NacionalOs irmãos Paulo e Chico Caruso, o escritor Luís Fernando Veríssimo e Aroeira, que formam a banda de humor e música ‘‘O Conjunto Nacional’’, tocam hoje em Curitiba numa homenagem aos jornalistas, que comemoram o seu dia nacional. Todos os componentes do grupo são jornalistas e o show é uma sátira à política brasileira.
A banda, fundada em 94, é o resultado da fusão de duas outras, a ‘‘Tancredo Jazz Band’’ e a ‘‘Avenida Brasil’’. A única apresentação acontecerá hoje, no Guairinha, com ingressos a R$ 10,00. A abertura do espetáculo será da cantora Anna Toledo. Ela cantará composições de Paulo Leminski, a partir das 21 horas.
‘‘Estamos comemorando a primeira grande conquista da imprensa, que aconteceu no dia 7 de abril de 1831’’, explicou o organizador da homenagem, o jornalista e produtor Alvaro Colaço. ‘‘Foi quando o imperador Dom Pedro I abdicou do trono’’, explicou.
Gêmeos no corpo, na alma e na arte. Os irmãos Paulo e Chico Caruso trabalham com o traço, o humor e a política estampando nossas alegrias e mazelas nos principais veículos brasileiros. Cada qual dentro do seu estilo, com sua visão e sagacidade. Ferinos? Nem tanto. Críticos, realistas.
Juntos eles ainda não somam um século, mas estão perto. Aos 48 anos de idade ambos têm o que contar, tocar e cantar. Sim, depois de se firmarem na profissão, eles tomaram o caminho do palco e foram, apresentando-se com a banda ‘‘O Conjunto Nacional’’. Entre charges e caricaturas, sobra sempre um tempo para a música. Chegaram a compor juntos duas canções. É claro: o Brasil aparece de corpo inteiro nas linhas e entrelinhas das partituras.
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ChicoTivesse seguido a carreira de músico, Chico Caruso estaria hoje comemorando a trajetória artística. Como homem das tintas e das ceras, não fez alarde dos 30 anos de profissão, ocorrido em 1997. Ele começou a publicar - profissionalmente - em 1967 na Folha da Tarde.
Sete anos depois está no semanário Opinião. Em 1975 participa do lançamento de outro semanário ‘‘Movimento’’. Nesse mesmo ano passa a fazer charges para o jornal ‘‘Gazeta Mercantil’’. Tem passagens pela revista ‘‘Istoɒ’, ‘‘Jornal do Brasil’’, ‘‘Pasquim’’. Desde 1984 suas charges são publicadas no jornal ‘‘O Globo’’.
PauloA vida toda de Paulo transcorreu na Vila Madalena, famoso bairro paulistano. Ali vive até hoje. Cartunista e caricaturista trabalha no momento para o ‘‘Jornal do Brasil’’. Porém, o Brasil inteiro o acompanha pelas páginas da revista ‘‘Istoɒ’. Há 17 anos ele mantém sua ‘‘Avenida Brasil’’ na última folha da revista. Por essa avenida, em suas calçadas, bares e casarios passaram desde presidentes da República a anônimos alçados aos poucos minutos de fama.
A ‘‘Avenida Brasil’’ transformou-se em livro, fazendo parte dos 12 que ele tem publicados. Seus trabalhos constam também do acervo do Museu da Sátira e da Caricatura da Basiléia, na Suiça. Por essas paragens andou Paulo Caruso, participando de exposições do gênero. Foi ele o organizador do I Encontro Brasil X Argentina de Humor. Em 1996 venceu o Salão Carioca de Humor da Casa de Cultura Laura Alvim, com o desenho ‘‘As Vítimas da Globalização’’.

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