Você tem o hábito de observar o som ao seu redor? Acha que o mundo moderno anda "barulhento" demais com tantos aparatos tecnológicos? E o som da natureza, ainda é audível e perceptível nas cidades modernas? E qual a repercussão disso na vida cotidiana? Estes são alguns dos questionamentos que deverão fazer parte do evento "Música e Ecologia Sonora_Cem Ruídos", que acontece de hoje até o dia 15, em Londrina, com extensa programação e participação de especialistas estrangeiros. A iniciativa é da Toca – arte, ação, criação, com curadoria de Janete El Haouli (Toca) e José Augusto Mannis (Unicamp).
A sessão de abertura acontece hoje, às 9h30, no Auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), com palestra dos curadores. Em seguida, haverá as palestras de Daniel Teruggi ("Las revoluciones sonoras, de los ‘intonarumori’ al ‘concert de bruits’"), J. H. Padovani ("Machina es tempore: Russolo, as máquinas e os ruídos do tempo"), Fernando Iazetta ("Ruído na escuta: experiência e experimento"), Lilian Campesatto ("Vidro e Martelo: contradições na estetização do ruído"), com debate de Alexandre Fenerich e Leo Fuks. A programação matutina do evento acontece na Acil, com programação variada e em locais diferentes à tarde.
Além de debates, oficinas, comunicações e videoconferências com nomes de destaque das comunidades científica e artística do Brasil, França, Equador e Itália, haverá performances artísticas e apresentações na Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL (hoje, às 18h30, com Fernanda Magalhães, "A natureza da vida"), no Bar Valentino (amanhã, às 21h), assim como o aguardado passeio sonoro com a Orquestra Cyclophonica no Lago igapó 2, na quinta-feira, às 18h30, em que os frequentadores do local poderão se surpreender com uma orquestra de bicicletas sonoras em performance musical enquanto pedalam e passam pelos ouvintes.

Contexto
Há exatos 100 anos, na Itália, estava sendo publicado o tratado manifesto "L’Arte dei rumori" (A arte dos ruídos) pelo compositor, pintor, maestro e inventor futurista Luigi Russolo. Esse tratado propôs, pela primeira vez, a incorporação de ruídos à música e influenciou inúmeros artistas do século 20, bem como suscitou o desenvolvimento, mesmo o surgimento, de diferentes disciplinas acerca do tema "ruído" contribuindo para sua compreensão, com reflexões e ações em diversos campos do conhecimento científico e artístico. Os desdobramentos a partir das ideias e ações de Russolo têm provocado reflexões e práticas artísticas até os dias atuais, dentro e fora da esfera acadêmica.
"O encontro apresentará reflexões, pesquisas e resultados de cunho cientifico, educacional e artístico provocando questionamentos e a revisão de valores a partir do conceito ampliado de ruído e todos seus desdobramentos. Suas múltiplas facetas, tanto em aspectos favoráveis quanto adversos, se apresentam aqui a um público de pesquisadores, educadores, músicos, ecologistas sonoros, artistas sonoros, arquitetos e urbanistas, médicos, antropólogos, bioacústicos, comunicadores, entre outros", destaca a pesquisadora da área musical Janete El Haouli, em seu material de divulgação.


Serviço
Música e ecologia sonora_cem ruídos
Quando – Até sexta-feira. Abertura hoje, às 9h30, na Acil
Onde – Vários locais
Inscrições - Estudante: R$ 20 (1 dia), R$ 25 (2 dias) e R$ 30 (integral). Professor/profissional liberal: R$ 30 (1 dia), R$ 40 (2 dias) e R$ 50 (integral). Poderão ser fornecidos certificados aos participantes que tiverem no mínimo 75% de presença mediante pagamento antecipado de taxa de R$ 5.
Mais informações - (43) 3323-3747 / 3324-3010 / [email protected] / facebook.com/janete.el.haouli

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