De Curitiba
Uma pesquisa sonora e corporal resultou no espetáculo ‘‘1/32’’, que reúne atores e artistas plásticos. A proposta, assinada pela artista Eliane Campelli, é ousada e criativa. A montagem não tem texto, história ou personagens: o ponto de partida são os próprios artistas e a base do espetáculo é o som.
Quatro atores se revezam no palco, compondo quadros independentes. Uma das surpresas da peça é a disposição do público, que permanece no centro da ação. As cenas acontecem ao redor da platéia, obrigando o espectador a se movimentar e provocando a sensação de que ele está dentro do espetáculo. ‘‘A idéia é que o espectador visualize o som e ouça a imagem’’, brinca o diretor musical de ‘‘1/32’’, Chico Mello.
A idéia do espetáculo surgiu há dois anos, quando Eliane Campelli começou a estudar percussão, teoria, percepção musical e rítmica no Conservatório de MPB em Curitiba. Unir a dança e a música num espetáculo cênico era um sonho antigo. ‘‘Trata-se de um projeto experimental e desafiador. Através da rica expressividade que a dança é capaz, abordam-se temas diversos, aparentemente sem conexão entre si’’, comenta.
Ela explica que preferiu trabalhar com atores ao invés de bailarinos porque acredita na versatilidade do ator. ‘‘Procurei preservar a individualidade corporal de cada um, valorizando as características pessoais, o que enriqueceu muito o trabalho’’, explica.
Para completar o caráter inusitado do espetáculo, os cenários e figurinos foram elaborados com sucatas e materiais recicláveis, idealizados pelo artista plástico Glauco Menta.
O espetáculo ‘‘1/32’’ fica em cartaz até dia 5 de setembro, no Teatro da Fábrika (Rua Ubaldino do Amaral, 905), com apresentações as sextas e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. O preço dos ingressos é R$ 10,00, R$ 8,00 (bônus) e R$ 5,00 (classe artística, estudantes e maiores de 65 anos).

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