MÚSICA AO VIVO - Choro novo e choro antigo
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
A nova e a velha geração do choro de Londrina reúnem-se hoje para uma roda que se anuncia como histórica no Centro da cidade. O encontro marca a terceira noite de shows em comemoração ao aniversário de um ano do Brasiliano Bar & Cozinha (Rua Espírito Santo, 655, esquina com a Av. Rio de Janeiro), reduto local dos amantes da música popular brasileira.
O show começa às 21 horas. Os anfitriões serão os músicos do Clube do Choro, legendário grupo fundado na década de 60 e ainda na ativa sob comando de Roberto Guerra. Eles recebem no palco os jovens grupos Café no Sangue, Piolho de Cobra e Choro na Mão. Como é comum em eventos do gênero, outros instrumentistas presentes serão bem-vindos na roda.
O encontro ''será uma prévia da II Semana do Choro de Londrina'', anuncia a entusiasta Rosana Moraes, flautista do Café no Sangue e organizadora da I Semana, ocorrida em 2004. Segundo ela, a realização da segunda edição da Semana está na dependência da aprovação do projeto inscrito no Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), cujo edital com a lista dos contemplados deve ser divulgado esta semana.
Caso obtenha aprovação, o evento será realizado entre os dias 17 e 23 de abril. Rosana observa que embora os chorões locais toquem com regularidade no bar Sabor & Ar (localizado no Zerão), ''nunca houve um encontro de gerações com essa proporção''. O Clube do Choro, o mais antigo grupo musical da cidade, foi fundado em 1967. Da formação original, ficou Roberto Guerra (violão) e Alberto Barroso (cavaquinho).
Seu repertório inclui clássicos de Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Jacob do Bandolim. Desde o ano passado, tem feito apresentações patrocinadas pela Sanepar através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Programa Conta Cultura do Governo do Estado do Paraná. O grupo Café no Sangue, por sua vez, é um dos representantes da nova safra de chorões. Foi criado há seis anos a partir de uma Oficina de Choro realizada no Festival de Música de Londrina.
Além de Rosana, a formação traz Fred Henning (bandolim), Samuel Muniz (violão), André Vercelino (pandeiro) e Rafael Silva (cavaquinho). O grupo interpreta repertórios do século XIX ao XXI interpretando peças de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Henrique Alves de Mesquita, Luiz Moura, Afonso Machado e outros compositores.
Também convidado para o encontro, o Trio Piolho de Cobra faz uma leitura atual do choro instrumental sem perder de vista a tradição. Criado em 2002 por estudantes do curso de Música da Universidade Estadual de Londrina, concebe o choro como uma maneira de tocar e como a espinha dorsal da música urbana brasileira. Traz na formação Adalberto de Cássio Otomo (violão de sete cordas), Rogério Seiti Simizu (pandeiro) e José Hugo de Souza Neto (clarinete).
Também fundado em 2002, o grupo Choro na Mão foi criado para acompanhar o bandolinista carioca Joel Nascimento em um concerto realizado no Teatro Ouro Verde. A experiência fez com que os músicos levassem adiante o projeto a ponto de hoje já desenvolverem repertório próprio. André Vercelino e Samuel Muniz, ambos do Café no Sangue, também participam desta formação que inclui Elizabeth Frigeri (cavaquinho), Luciana Gastaldi (piano) e Matheus Garcia (violino).
A programação comemorativa do bar Brasiliano termina nesta quinta-feira com um show do Acústico Blues Trio.
Serviço:
- Hoje: roda de choro com os grupos Clube do Choro, Café no Sangue, Choro na Mão e Trio Piolho de Cobra. Horário: a partir de 21 horas. Local: Brasiliano Bar & Cozinha (Rua Espírito Santo, 655, esquina com a Av. Rio de Janeiro). Couvert artístico: R$ 3,00. Informações: tel. (43) 3322-9211 ou 3325-1427.


