Era inevitável que o The Police voltasse em algum momento da história. A banda formada pelos virtuosos Sting (vocalista e baixista de 55 anos), Andy Summers (guitarrista de 64) e Stewart Copeland (baterista de 54) retornaram a tocar juntos após uma pausa de 23 anos. A turnê que teve início no dia 28 de maio, em Vancouver (Canadá) - com ingressos esgotados - foi antecipada pela apresentação da banda nos prêmios Grammy deste ano (é possível assistir ao vídeo no You Tube, www.youtube.com, escrevendo as palavras Police e Grammy). Os cabelos brancos e as pelancas no rosto, especialmente de Copeland e Summers, deixaram evidenciar o passar do tempo.
Mesmo assim, a banda que impulsionou o rock brasileiro dos anos 80 (Os Paralamas do Sucesso é o melhor exemplo) demonstrou que o presente necessitava das batidas secas do espetacular Stewart Copeland, da guitarra marcante de Summers e da voz inconfundível de Sting. Juntos novamente, eles fazem até chover.
Quem teve seu primeiro contato com Sting à época em que o cantor fazia uma passagem pelo País ao lado do Cacique Raoni, em 1989, tem a nítida impressão que o loiro é um ''mala''. Na realidade, ele foi um ''mala'' por um bom tempo. Sua carreira solo de oito discos solos flertou com o jazz, o fusion, a música clássica e o pop.
Em 1984, as coisas eram diferentes. O Police viu seu fim neste ano, após a vitoriosa turnê do álbum ''Synchronicity''. Sete anos antes, no início de 1977, o trio se reunia pela primeira vez saído da cena punk de Londres. Juntos com o The Clash, foi a primeira banda a fundir o punk com o reggae/ska.
Durante os anos de ouro, lançou cinco álbuns de estúdio e cultivou um punhado de sucessos. ''Roxanne, Message in a Bottle'' e a balada tocante ''Every Breath You Take'' são algumas dessas pérolas. A banda passou pelo Brasil em 1982, mas o gênio forte dos três rapazes fez com que, após a turnê de 1984, o grupo se dissolvesse em seu auge.
Sting, além da carreira solo, foi encontrar guarida nas telas de cinema. Copeland decidiu entrar para o ramo das trilhas sonoras (como as de ''O Selvagem da Motocicleta'' e ''Wall Street'') e Summers carregou sua carreira solo. A volta mais justa dos últimos tempos.

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