MÚSICA - Resultado desconcertante
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segunda-feira, 09 de julho de 2007
Folhapress 
O Live Earth, concerto realizado nos cinco continentes que pretendia mobilizar a população mundial contra o aquecimento global, emitiu 31,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) no mundo - cerca de três mil vezes mais que um britânico emite em um ano.
As informações foram divulgadas ontem pelo jornal britânico ''The Observer''. O cálculo foi desenvolvido pelo cientista John Buckley, do site Carbonfootprint. Ele considerou a emissão gerada pelo público e artistas durante viagem dos participantes e a energia consumida durante os concertos realizados em todo o mundo.
Ao total, o Live Earth apresentou shows em nove cidades de oito países distribuídos nas 24 horas do último sábado. O evento foi considerado ''hipócrita'' por alguns artistas, como o grupo britânico ''Arctic Monkeys''. Várias estrelas do rock também se questionam se estão autorizadas a dar lições de ecologia ao resto do mundo. ''É um pouco de paternalismo para nós, aos 21 anos, tentar iniciar uma mudança no mundo'', afirmou o baterista do Arctic Monkeys, Matt Helders. ''Especialmente quando utilizamos tanta energia como em dez casas para iluminar um palco. Seria algo hipócrita'', acrescenta.
Os megashows foram cercados de cuidados de redução de impacto e reaproveitamento de material. Em Londres, por exemplo, todos as embalagens de hambúrgueres eram biodegradáveis.
Os organizadores do show no Rio afirmam que grande parte do público buscou os 30 postos de reciclagem instalados na região. Houve trabalho de 350 voluntários para conscientização sobre o lixo.


