A canoa virou. Quem deixou ela virar? Dizem que foi por causa de um grupo de crianças, que não soube remar. Mas para quê, se a garotada está aprendendo a cantar e, cantando vai atrás do peixinho no fundo do mar e de todos os outros personagens das cantigas de roda, músicas do programa especial de apresentação do Coro Infantil Crystal Vectra em homenagem às mães.
O concerto das crianças, entre seis e 13 anos, será no próximo sábado, às 15 horas, no Teatro do Crystal Palace Hotel.
O coro de 65 vozes é formado, em sua maioria, por filhos sobrinhos e netos de funcionários da Vectra Construtora e do Crystal Palace Hotel, mas algumas crianças da comunidade londrinense também integram o grupo.
''Criamos o coro no ano passado, sendo esta a terceira apresentação. A empresa Vectra queria investir em um trabalho social com os filhos dos funcionários, enxergando a oportunidade de trabalhar com música. Reunimos as crianças e a iniciativa acabou envolvendo a comunidade. Temos crianças de várias regiões da cidade, que participavam do projeto 'Um Canto em Cada Canto''. Ao chegar à quarta série do ensino fundamental, a criança não tinha mais onde cantar, passando a ter uma nova oportunidade no coral Crystal Vectra'', afirma a regente do coro, Oleide Lelis, ressaltando a importância da iniciativa das duas empresas, que poderia ser seguida por outros empresários, já que a maioria investe em coros para adultos, esquecendo de incentivar as crianças, ponto incial para a formação de cidadão.
No repertório do concerto, cantigas de roda e músicas folclóricas, incluindo ''Rosa Amarela'', com arranjo de Villa-Lobos, ''Samba Lelê'' e ''Vira Virou'', de Kleiton Ramil.
No balanço de canções como ''A Canoa Virou'', a garotada mergulha na técnica de canto coral, através de brincadeiras, que no final das contas, acabam se transformando em lições para a vida todo dos participantes.
''O canto coral é bom em todos os sentidos, já que exige concentração e disciplina. Trabalhamos com uma metodologia lúdica. Creio que é um trabalho integral com as crianças. Temos relatos de pais que nos contam que alguns participantes eram desconcetrados e, com os joguinhos musicais, são outras crianças'', destaca Oleide.
O assessor técnico Edvaldo Rodrigues dos Santos, 36 anos, pai das irmãs Letícia Regina Rodrigues dos Santos, 10 anos, e Natália Regina Rodrigues dos Santos, sete anos, está comprovando na prática os argumentos da regente.
''Para a gente, o principal é que as crianças estão aprendendo música. Do ponto de vista da educação é bastante legal, sendo que o comportamento das minhas filhas mudou. Tem uma série de regras que elas têm que seguir e que ajudam na educação das meninas'', afirma o pai das irmãs.
Letícia e Natália nunca tinham cantado em coral. ''Gosto bastante porque lá eles ensinam bem e brincando'', conta Letícia. Com a pouca idade, Natália vai além em sua avaliação sobre a participação no coro: ''O coral nos dá uma oportunidade importante. Além de aprendermos a cantar, temos a chance de mostrar o que aprendemos, através das apresentações'', avalia a garota.

mockup