Começou ontem a corrida para a ''9º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Compositores'', realizado pela ''Rádio Eldorado'' em parceria com a Visa do Brasil. Uma das novidades desta edição (a terceira dedicada aos compositores) é que pela primeira vez é permitido aos concorrentes não apenas se inscrever, mas também enviar as músicas pela internet, em arquivos de MP3.
Até a edição passada era possível se inscrever online, mas o material sonoro ainda era aceito apenas em CD-R ou fita cassete. Este esquema também vai continuar funcionando para quem optar pelos serviços do correio, mas a novidade tecnológica deve facilitar as inscrições e o processo de seleção. Para isso, a ''Eldorado'' dobrou a capacidade de armazenamento e ampliou a banda utilizada no site do prêmio, assim como os recursos de segurança. ''O prêmio, constituído como o principal da música do Brasil, vem se aprimorando a cada ano e agora, com a nova tecnologia, vai ampliar não só a participação de músicos no Brasil como dos residentes no exterior'', disse o diretor de Marketing da Visa, Joseph Levy. ''O prêmio com isso ganha mais visibilidade e a expectativa é que haja um número ainda maior de inscritos.''
Outras novidades são o apoio cultural que o prêmio vai receber do Sesc São Paulo e a parceria entre a Eldorado e a Agência Estado, que vai disponibilizar para os assinantes todo o conteúdo de textos, imagens e arquivos de áudio para todo Brasil, durante todas as fases do prêmio. As fases eliminatórias (todas as quartas-feiras entre 12 de julho e 16 de agosto) e semifinais (entre 30 de agosto e 12 de setembro) serão realizadas no Teatro do Sesc Vila Mariana, e a final, dia 18 de outubro, no Tom Brasil Nações Unidas.
Serão seis eliminatórias com quatro participantes em cada uma. As composições devem ter letras em português, mas não necessariamente inéditas. ''Jean e Paulo Garfunkel só apresentaram músicas que tinham sido gravadas, Jorge Vercilo também'', exemplifica Nelson Ayres, presidente do júri. ''O que está em julgamento no caso é a obra do compositor. Cada um precisa ter pelo menos sete músicas para apresentar em todas as fases do prêmio. Quem tem sete músicas inéditas boas?''
Do total de R$ 200 mil oferecido pelo Prêmio Visa, o vencedor terá direito a R$ 110 mil mais a gravação de um CD pela ''Gravadora Eldorado''. O segundo colocado vai ficar com R$ 50 mil, o terceiro leva R$ 30 mil e os outros dois finalistas, R$ 5 mil cada um. Das três categorias contempladas pelo ''Visa'' (criado em 1998), a de compositores é que recebe o maior número de inscritos. Na última edição, da qual se saiu vitorioso o catarinense Chico Saraiva, em 2003, o total de inscrições chegou a 2.892. O primeiro a ganhar o prêmio nessa área foi Dante Ozzetti em 2000.
A edição vocal também é bastante concorrida e no ano passado teve um aumento recorde de 42% em relação a 2002 (quando foi realizada a segunda versão), e 116% em relação à primeira (de 1999). Nessa categoria, o ''Visa'' revelou nomes como Mônica Salmaso, Renato Braz e Izabel Padovani, vencedora do ano passado. Entre os instrumentistas, o pianista André Mehmari e o violonista Yamandu Costa ganharam grande projeção depois de vencer o prêmio.
Todos os participantes são avaliados por um júri especializado, presidido pelo pianista, produtor e maestro Nelson Ayres. Mas o público, além de ter prestigiado com entusiasmo as apresentações dos concorrentes, também participa do resultado por meio do voto popular digital, no site oficial da premiação (www.premiovisa.com.br). No ano passado, a goiana Yara de Mello sagrou-se vencedora nessa categoria recebendo 5,5 mil votos dos internautas.

mockup