O Cabaré do FILO vai fechar suas portas. A despedida, no entanto, será em grande estilo. Com muito suingue. Afinal, quem sobe hoje ao palco é detentora de vários títulos, tais como rainha ou diva da soul music brasileira: Sandra de Sá. E o que ela acha? ''Olha, quando falam 'você é minha diva', eu respondo: 'diva não, eu sou sua Sandra porque esse é meu nome'. Eu gosto da maneira carinhosa como as pessoas me tratam'', diz ela entre gostosas gargalhadas, por telefone, à FOLHA2. Pois bem, a apresentação da cantora e compositora carioca será marcada por sucessos pulverizados em 27 anos de carreira discográfica, além de uma ou outra canção de próximo álbum.
Aqueçam as cordas vocais para cantar clássicos como''Bye, Bye Tristeza'', ''Joga Fora'', ''Olhos Coloridos'' , entre outras tantas que estão assentadas na memória sentimental. Ah, ''Demônio Colorido'', que a projetou nacionalmente em 1980, deverá constar no set list. Juntam-se a ela no palco os seguintes músicos: Cláudio Costa (guitarra e violão), Edson Menezes (baixo), Maurício Piassarollo (teclado), Sandro Guimarães (sax), Wallace Santos (bateria),
Ricardo Brasil (percussão). ''Quem for ao show pode esperar muita festa, muito canto, muita dança e também muita informação'', avisa Sandra.
Por mais que tenha emplacados hits românticos, Sandra de Sá - o ''de'' foi acrescido no final da década de 80, talvez por questões numerológicas - sempre estará associada à levada, à pegada, ao suingue. A mulher no palco manda bem, podem ter certeza. E no show de hoje vai mostrar também o que chama de ''Música Preta Brasileira''.
O que é isso? ''Não tem nada a ver com questão de cor, porque no Brasil tudo começa e termina no tambor. Já reparou que só no Brasil os grupos de rock têm percussão?'', indaga. É, boa observação. ''O brasileiro gosta de tudo e eu faço música brasileira'', completa afirmando que sua arte contempla influências que vão de Moreira da Silva a Ray Charles.
Aos 51 anos de idade, Sandra Christina Frederico de Sá conseguiu trilhar um caminho bem bacana no cenário musical. Nos 14 discos lançados até agora, ela sempre soube inserir hits radiofônicos estofados com competências. Ou seja, popular sim, mas nunca popularesca, comercialesca. Uma artista bem resolvida. ''Costumo dizer que eu começo a cada ano e o meu melhor disco sempre será o próximo. O ser humano tem sempre que evoluir'', ensina.
No final do ano, Sandra de Sá lança novo álbum. Autoral. Ainda sem nome. O que ela pode adiantar é que das 11 prováveis faixas, duas são releituras. O álbum sairá pelo seu selo - Nega - com distribuição feita pela Universal Music. Sandra adianta que vai interpretar uma ou duas canções no show de hoje. Vamos ouvir. Mas vamos também ver e dançar e cantar com Sandra de Sá.
Do palco virá a vibração necessária. Gente de bem contagia o mundo...

Serviço
- Show com Sandra de Sá, no Cabaré, dentro da programação do Festival Internacional de Londrina. Hoje, às 23 horas. O Cabaré (Avenida Tiradentes, 987, antigo Rancho Brasil) abre as portas às 22 horas. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00. Ponto de venda: Royal Plaza Shopping.

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