MÚSICA - O que vem por aí?
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de abril de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - ''Hell no quê?'' A escalação da banda sueca Hell on Wheels para tocar no Curitiba Pop Festival (CPF), que acontece nos dias 7 e 8 de maio, deixou muita gente curiosa. Ao contrário de Pixies e Teenage Fan Club, que já são velhos conhecidos do público que gosta de rock alternativo, o Hell on Wheels chega como uma incógnita ao CPF.
Quem viu o nome dos suecos e tentou conhecer melhor o som da banda até agora encontrou dificuldades. O Hell on Wheels não teve CDs lançados por gravadoras no Brasil, e mesmo em programas de troca de música como o Kazza e o Soulseek é difícil encontrar alguma música do grupo.
Sem maiores informações, a maioria das pessoas que já compraram o ingresso pro CPF pensa que o Hell on Wheels toca hardcore. A suposição vem em parte do nome da banda (Inferno sobre Rodas, em português) e em parte pelo fato que as duas bandas de rock suecas mais conhecidas do público indie (Hellacopters e International Noise Conspiracy) são adeptos do rock mais rápido e pesado. Em entrevista concedida à Folha por telefone, a baixista da banda, Aasa Sohlgren, apressa-se a corrigir o equívoco.
''Não, nosso som é bem diferente. Conhecemos o pessoal do International Noise Conspiracy porque eles são de Estocolmo como nós, mas temos influências bem distintas. Nunca chegamos nem a tocar em um mesmo festival. E quanto ao nome... bom, na verdade a gente estava com dificuldades para escolher o nome. Uma noite tomamos várias garrafas de vinho e pensamos em dezenas de nomes possíveis. Acabou ficando o Hell on Wheels'', explica Aasa.
Como definir então a música feita pelo Hell on Wheels? ''É um pouco difícil. Procuramos enfatizar a melodia, mesmo nas músicas mais rápidas. Temos influência de várias bandas dos anos 80 da Inglaterra, como The Cure, Smiths, etc. E bastante dos anos 90 dos Estados Unidos - Pavement, Weezer, e os próprios Pixies e Teenage Fan Club. Vai ser um grande incentivo para nós podermos tocar no mesmo festival que eles'', comemora Aasa.
A baixista diz não temer o fato do Hell on Wheels ser ainda desconhecido no Brasil. Aasa disse ter ficado feliz ao saber que os então anônimos franceses do Rubin Steiner fizeram um dos show mais elogiados na edição do CPF do ano passado. ''É bom tocar para um público que está aberto para coisas novas. Fizemos um show na Letônia, onde pouca gente já tinha ouvido nossas músicas, e foi um dos mais divertidos que já fizemos, com todo mundo dançando. A agitação do público fez com a gente também se soltasse mais no palco. No resto da Europa, as pessoas são mais contidas e reservadas. Pelo que ouvi, no Brasil a energia do público é muito boa'', comentou Aasa.
Mas para quem não quer ficar totalmente perdido durante o show da banda no CPF, a melhor maneira de conhecer um pouco do Hell on Wheels é acessar o site oficial da banda (www.hellonwheels.nu) Na página, além de ouvir três músicas do grupo, podem ser encontradas informações em inglês sobre os suecos como a discografia e a biografia.


