MÚSICA - O lado intérprete de Arlindo Cruz
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Luiz Fernando Vianna<br>Folhapress 
Arlindo Cruz ultrapassou neste ano a marca das 500 músicas gravadas. Poucos compositores brasileiros estão nesse time. Mas ele quer também ser reconhecido como cantor ou intérprete: Cantor é muito grande para mim. Sua arma para realizar o desejo se chama Sambista Perfeito.
O CD chega pouco depois de Maria Rita lançar um disco com seis músicas de Cruz. Entre elas, Tá Perdoado, que vem tocando nas rádios, e O que É o Amor, a única das seis que o carioca gravou em seu disco em duo com Maria Rita.
Zeca e D2 participam do CD, assim como as velhas-guardas da Portela e do Império Serrano, Xande de Pilares, do Revelação, e Sereno, do Fundo de Quintal. Produzido por Leandro Sapucahy, o disco tem um cuidado que faltava a Pagode do Arlindo, CD/DVD ao vivo, o último trabalho do artista.
Fui a três gravadoras, e queriam um DVD com sucessos. E eu compondo coisas novas, com a voz boa... Daí gravei sete músicas e mostrei a idéia, conta Cruz, que acertou com a Deckdisc o disco de 14 inéditas, no qual estréia seu filho Arlindinho Neto, 15, no banjo. Falei: Guarda este CD, em que você toca o instrumento que seu pai ajudou a popularizar.


