Arlindo Cruz ultrapassou neste ano a marca das 500 músicas gravadas. Poucos compositores brasileiros estão nesse time. Mas ele quer também ser reconhecido como cantor – ou intérprete: ‘‘Cantor é muito grande para mim’’. Sua arma para realizar o desejo se chama ‘‘Sambista Perfeito’’.
O CD chega pouco depois de Maria Rita lançar um disco com seis músicas de Cruz. Entre elas, ‘‘Tá Perdoado’’, que vem tocando nas rádios, e ‘‘O que É o Amor’’, a única das seis que o carioca gravou em seu disco – em duo com Maria Rita.
Zeca e D2 participam do CD, assim como as velhas-guardas da Portela e do Império Serrano, Xande de Pilares, do Revelação, e Sereno, do Fundo de Quintal. Produzido por Leandro Sapucahy, o disco tem um cuidado que faltava a ‘‘Pagode do Arlindo’’, CD/DVD ao vivo, o último trabalho do artista.
‘‘Fui a três gravadoras, e queriam um DVD com sucessos. E eu compondo coisas novas, com a voz boa... Daí gravei sete músicas e mostrei a idéia’’, conta Cruz, que acertou com a Deckdisc o disco de 14 inéditas, no qual estréia seu filho Arlindinho Neto, 15, no banjo. ‘‘Falei: ‘Guarda este CD, em que você toca o instrumento que seu pai ajudou a popularizar’.’’

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