Martinália foi pelo samba-canção em ''Pé do Meu Samba'' (2002), confluiu o samba e as praias do Rio com o partido alto da Bahia em ''Menino do Rio'', de 2006, e, após registrar o repertório no DVD ''Em Berlim Ao Vivo'', a filha de Martinho da Vila dará nova prova de que não quer se prender a rótulos. Martinália quer mesmo é experimentar o samba, e atesta que não é ortodoxa para ''essa coisa de raízes''.
Prometido para o segundo semestre deste ano, Martinália deve lançar novo disco, focado agora no samba com charme, um funk com referência a Carlos Dafé, Tim Maia, Steve Wonder. ''É um samba para dançar junto, sem ser gafieira. É um samba 'djavaneado''', conta ela. Mas antes de entrar de vez no estúdio, a cantora está em São Paulo para uma curta temporada de três shows no Tom Jazz, desde ontem.
As apresentações serão encerramento da turnê que misturou canções de ''Menino do Rio'' e ''Em Berlim Ao Vivo'', e que confirmou o talento dessa menina. Em ambos, ela contou com a direção de Maria Bethânia e a parceria deu certo. É, por isso, que a filha de Martinho registrará o próximo disco pelo selo Quitanda, que é de Bethânia. ''É um lugar que eu gosto, estou com saudade e fico à vontade'', analisa.
Com a carreira respaldada pelo pai, Bethânia, Caetano Veloso e outros, Martinália arriscará agora pelo samba funkeado, dos bailes antigos, sem medo algum.

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