A reestréia da banda Madera chacoalhou o Bar Valentino no último domingo como uma performance irreverente. Com a casa lotada, a banda mostrou porque está de volta nas noites londrinenses, reunindo antigos seguidores e a moçada que não conhecia o som forte da Madera.
A nova formação da banda, que fez sucesso entre 97 e 2000, ganhou um charme especial com a participação da baixista Sara Delallo, única mulher no grupo. Tanta performance veio acompanhada de efeitos especiais, como o ''fog'' e sintetizadores. Também chamou atenção o figurino e o cenário todo branco, propositalmente criados para causar ''estranhamento''.
No repertório, Mutantes, Patif Band, Som Nosso de Cada Dia, os progressivos King Crimson e Pink Floyd e o atual ''Queens of the Stone Age''. O show provou que Londrina tem talento quando o assunto é música e expressão artística, o que ficou evidente logo na abertura com King Crimson (''One More Red Night Care'') emendado com Mutantes (''Top Top''). Destaque para a interpretação visceral de Fabrício Fonseca, que levantou ainda mais o público com ''A Hora e a Vez do Cabelo Crescer'' (Mutantes).
Para quem já conhecia a Madera, a performance dos irmãos Ângelo (guitarra) e Luciano Galbiatti, (bateria) é indiscutível. Foram eles, os responsáveis pelo retorno do grupo. Sem exagero, foi um show que vai entrar para a história das bandas londrinenses que já se apresentaram no Valentino.

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