A contagem regressiva para a final da segunda temporada de ''Ídolos'' já começou. O programa do SBT, que vai ao ar às quartas e quintas, chega à sua penúltima etapa com oito finalistas. Dois são apontados como os mais fortes: a paulista Shirley Carvalho e o carioca Davi Lins. A paranaense Thaeme Marioto continua na disputa.
O programa deve acabar em seis semanas - a final deve ser disputada por dois cantores. Até lá, às quartas, todos se apresentam, e a votação ao público é aberta. Às quintas, os participantes menos votados serão eliminados.
Shirley e Lins encabeçam a lista de preferência dos jurados, que traz Tiago Faria na lanterninha. O caçula entre os finalistas causou polêmica na semana passada ao dizer que foi para a berlinda porque os jurados não gostavam de música sertaneja - seu estilo preferido. ''Ele demostrou falta de humildade. Não tenho nada contra o gênero. Eu o indiquei pelo tom monocórdico e monocromático de suas apresentações'', diz Thomas Roth, o jurado elegante e sempre educado.
Polêmica à parte, a competição, que começou com 15 mil inscritos, será acirrada. Apesar do favoritismo de Shirley e Lins, para os jurados, Dan, Lenny e Karine também têm boas chances de chegar à final. ''Eles têm qualidades, mas não estão prontos. Essas semanas até a final vão nos mostrar quem consegue encontrar a chave de ídolo dentro de si'', fala Carlos Eduardo Miranda, o jurado que não perdoa os cantores, sejam bons ou ruins.
Para chegar à finalíssima, os candidatos não poderão contar apenas com seus talentos vocais. Precisarão conquistar a preferência do público, acertar na escolha do repertório, mostrar domínio de palco e, claro, contar com a sorte. ''Nessa fase, é mais fácil para percebermos quem está evoluindo e quem estacionou. Não adianta: artista tem sempre que se renovar'', diz Cynthia Zamorano, a jurada doce, mas exigente.
A criatividade e a autenticidade também pesam. ''É um erro fatal tentar ser quem não é'', afirma Thomas Roth.

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