Curitiba O carioca Carlos Malta, a maranhense Rita Ribeiro, o paraibano Totonho e o catarinense criado em Alagoas, Wado, são as atrações de hoje no Projeto Pixinguinha, em show que acontece no Canal da Música, em Curitiba. A reunião de diversos estilos e ritmos brasileiros é a marca registrada do projeto, que até o ano que vem vai levar para 32 cidades brasileiras uma bateria de 93 shows, reunindo 144 artistas. Esta é a segunda caravana que acontece em Curitiba. A primeira, que trouxe os músicos Ná Ozzetti, Jards Macalé, Nó em Pingo D'Água e Selma do Coco, lotou o Canal da Música.
Promovido pela Funarte, em parceria com as secretarias de cultura locais, o Projeto Pixinguinha retorna aos palcos brasileiros depois de uma lacuna de sete anos. Criado em 1977, o projeto foi um dos mais importantes programas da música popular brasileira. Por meio dele, artistas até então desconhecidos como Zizi Possi, Leila Pinheiro e Djavan foram apresentados ao grande público ao lado de nomes consagrados com Martinho da Vila, Nara Leão e Paulinho da Viola. Foram quase quatro mil shows, que reuniram cerca de 700 cantores e músicos solistas (sem contar os acompanhantes).
Para esta primeira fase da retomada do projeto, a Funarte selecionou 48 artistas, de um total de mais de mil inscritos, entre eles o paranaense Carlos Careqa. Divididos por quatro diferentes roteiros, eles percorrerão, a cada mês, as 27 capitais e mais outras quatro cidades brasileiras. O show que faz parte da segunda caravana do projeto, em Curitiba, tem direção da gaúcha Irene Britzke. No palco, quatro expoentes da música brasileira.
A cantora maranhense Rita Ribeiro começou a carreira em São Luiz, na década de 90. Seu primeiro disco foi produzido por Zeca Baleiro e Mário Manga em 1996. O segundo trabalho, ''Pérolas aos povos'', lançado três anos depois, tinha a assinatura de Mazzola. O terceiro disco (''Comigo'') foi lançado no Canadá e EUA, com temporada de shows nas principais cidades americanas. Atualmente, Rita está envolvida no projeto Tecnomacumba, que resgata a musicalidade dos cultos brasileiros, reunindo cantos que celebram santos católicos, orixás, caboclos e outras figuras religiosas.
Antonio Carlos Bezerra da Silva, o Totonho, viveu e cresceu em meio aos repentes paraibanos. Na década de 80, já em João Pessoa, Totonho montou uma cooperativa de compositores O Musiclube da Paraíba que recebeu nomes como Chico César e Jarbas Mariz. No final dessa mesma década se mudou para o Rio de Janeiro, onde deu continuidade ao trabalho social iniciado na Paraíba. Na década de 90 abriu shows de Geraldo Azevedo e João Bosco, entre outros, até formar, em 1997, a própria banda, intitulada Totonho e os Cabra. O primeiro disco saiu pela Trama, com 13 das 14 faixas assinadas pelo músico.
Compositor, orquestrador e educador, o carioca Carlos Malta tem sete CDs gravados e uma carreira de peso. Além de atuar como instrumentista ao lado de grandes nomes da MPB, mantém carreira solo há dez anos, também como arranjador e solista de orquestras sinfônicas e dando masterclasses na Europa e nos EUA. No ano que vem Malta vai ministrar dois meses de aulas na Royal Academy of Music da Dinamarca. Entre os instrumentos que o músico toca estão o saxofone; flautas em sol, dó, baixo e flautim; instrumentos étnicos de bambu chineses, japoneses, indianos e brasileiros.
Integra o elenco da noite, o músico Oswaldo Schlickmann, mais conhecido como Wado. Ele já lançou dois discos ''Manifestos da Arte Periférica, (2003)'' e ''Cinema Auditivo''. O próximo trabalho do músico, que reúne samba, pop, black music e MPB numa salada inconfundível de ritmos deve sair até o final do ano.

Serviço:
- Projeto Pixinguinha, hoje, às 20h30, no Canal da Música (Rua Júlio Perneta, 695). Ingressos a R$ 5,00. Informações pelo telefone (41) 331 7500

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