Um coral diferente - e único no Paraná - tem chamado a atenção durante as apresentações em diversas cidades do Estado. Formado no ano passado, o Coral de Sinos do Instituto Adventista Paranaense, localizado no município de Ivatuba, despertou a curiosidade e também admiração do público nas cidades por onde passou. O som diferente e o repertório variado são destaques.
O coral é formado por 13 alunos do instituto, que três vezes por semana se reúnem para ensaiar. O repertório abrange desde músicas sacras até populares.
De acordo com um dos integrantes, Anderson Alves, 18 anos, essa variação musical tem cativado o público, mas principalmente os sinos, que chamam a atenção pelo som e pela forma como são tocados. ''As pessoas pensam que eles são tocados para baixo, mas seguramos eles para cima'', revela.
Os estudantes contaram que a idéia de tocar sinos partiu de um professor americano que trabalha na escola. Nos Estados Unidos, esse tipo de orquestra é comum. No entanto, para comprar os instrumentos foi preciso contar com doações já que são importados - um sino pode chegar a custar US$ 500.
Os 49 sinos do coral são feitos em bronze e já vêm afinados da fábrica. Por isso, existe um cuidado especial para serem tocados e também carregados. Alves explica que todos precisam ser guardados em estojos especiais para evitar batidas bruscas e possíveis desafinações. Depois de perder a afinação, o sino tem de ser descartado. Os músicos também precisam tocar de luvas para não oxidar os instrumentos.
O coral Instituto é a única do Paraná. No Brasil, atualmente, existem outros quatro grupos. Por isso, eles têm recebido diversos convites para apresentações em várias regiões do país. Em novembro, os músicos embarcam para uma turnê nos Estados Unidos. Os integrantes estão animados com a novidade pois acreditam que o tempo deverão participar de mais eventos, uma vez que os sinos são uma novidade para a maioria das pessoas.
Shayne Plack Faustino, 19 anos, explica que todos os integrantes já eram músicos. ''Todos tocam algum instrumento além dos sinos. É preciso saber ler partituras para fazer parte da orquestra. Eles funcionam como um grande piano, a diferença é que precisamos de várias pessoas para tocar'', conta. Outra curiosidade é que cada integrante pode tocar de quatro a sete sinos. ''Me interessei por tocar sinos, porque é diferente e as músicas ficam muito bonitas. Quando a gente se apresenta, as pessoas ficam encantadas'', comenta.
Já Aline Ludtke Arruda, 15 anos, lembra que para participar da orquestra é preciso se dedicar porque os músicos não têm lugares fixos. Todos os anos são feitos testes com os mesmos integrantes e também com novos interessados. No final, só ficam aqueles mais aptos. ''A gente se dedica para se apresentar bem e não perder a vaga'', diz.
O Coral tem hoje um repertório de 12 músicas, mas geralmente as apresentações são de oito ou sete canções.

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