MÚSICA - A arte preciosa de Luiz Melodia
Ele é um dos mais importantes artistas contemporâneos do Brasil. Carioca do bairro do Estácio, Luiz Melodia conseguiu marcar seu nome na história da Música Popular Brasileira graças ao seu estilo que funde samba, blues, rock com letras cheias de poesia. Melodia foi uma das principais atrações do Cabaré, evento cênico-musical do Festival Internacional de Teatro (FILO), que terminou no último domingo. O sobrenome artístico veio do pai, o sambista Oswaldo Melodia. Aos 55 anos de idade, o cantor e compositor gravou 12 discos-solos e conseguiu prestígio até em alguns países do exterior, como Portugal de onde recentemente voltou de algumas apresentações. Luiz Melodia nunca se rendeu às exigências das gravadoras que, de olho apenas no lado financeiro, tentaram impor modismos. Daí veio o rótulo de maldito por, muitas vezes, ficar longos anos sem gravar até encontrar uma gravadora que compreendesse a profundidade de sua arte. Não fosse assim, certamente não teríamos clássicos como Magrelinha, Juventude Transviada, Farrapo Humano, Dores de Amores. E pensar que Luiz Melodia pensou um dia em ser jogador profissional. A música, felizmente, falou mais alto.
Muito populares na França do século 19, os cabarés eram a maior forma de entretenimento dos nobres, com diversos tipos de apresentação, como ópera, comédias, canções, danças e teatro, diferenciado. As performances ocorriam com platéia sentadas ao redor das mesas, muitas vezes comendo ou bebendo enquanto assistiam aos espetáculos.
Foi a cantora piauiense Lena Rios quem gravou, em 1970, a primeira canção de Luiz Melodia chamada Garanto. No entanto, foi através de Pérola Negra com Gal Costa, em 1971, e Estácio Holly Estácio com Maria Bethânia, em 1972, que o compositor ganhou notabilidade
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