Depois de ficar fechado por dois anos, o Museu Ferroviário de Curitiba reabre amanhã para visitação pública com um novo conceito
Fotos de Kraw PenasO Museu Ferroviário foi todo recuperado, graças a trabalhos como o do restaurador Carlos Dias Gouveia, e promete ser interativo com o públicoO Museu Ferroviário de Curitiba será reinaugurado hoje, completamente restaurado e com um conceito mais moderno. A abertura oficial para visitação pública será amanhã, a partir das 10 horas.
Localizado numa das plataformas do Estação Plaza Show, o Museu Ferroviário terá atividades interativas relacionadas ao tema ferroviário e será mais uma atração para a população de Curitiba.
A administração do museu está a cargo da empresa Cidade Ecológica que concebeu o novo projeto do empreendimento. ‘‘O público não vai encontrar um museu estático, com apenas exposição do acervo, mas um espaço interativo, moderno e dinâmico, com recursos de luz e som’’, adianta Eloi Zanetti, coordenador do museu.
Por isso, o visitante não deve surpreender-se ao encontrar um grupo de artistas encenando textos de autores famosos ou de origem popular, relacionados a ferrovia.
Para visitar o museu, o visitante terá de pagar um ingresso de R$ 2,00 além dos R$ 3,00, cobrados pelo Estação a partir das 18 horas e durante os finais de semana e feriados. Segundo Zanetti, a cobrança do ingresso visa a manutenção do acervo. Ex-funcionários e aposentados da Rede Ferroviária terão acesso grautuito ao museu, com direito a um acompanhante.
Entre as novidades a serem apresentadas estão as visitas guiadas de grupos organizados, de escolas e de idosos, em horários diferenciados; um mini-auditório com capacidade para 60 pessoas; a Casa do Colecionador e; espaços para mostras temporárias de acervos de empresas e para o ‘‘paranismo’’.
‘‘O museu renasce com uma vocação íntima para tornar-se o local preferencial de lançamentos de livros, exposições fotográficas, enfim, eventos que sejam a ‘cara’ dos paranaenses’’, disse Zanetti. Haverá ainda um valioso registro sobre a ferrovia Curitiba-Paranaguá, que deverá ser aberto ao público e a pesquisadores até o final do primeiro semestre.
O primeiro evento do espaço paranista será a exposição de fotografias e o lançamento do livro Ferrovia Curitiba-Paranaguá, do fotógrafo Carlos Renato Fernandes, com imagens da ferrovia, flora e fauna da Mata Atlântica local. Em seguida, será feito o lançamento do calendário ‘‘Curii - A Floresta Esquecida’’, de Zig Kock e Maria Celeste Corrêa, sobre a araucária, o pinhão e outros frutos da terra paranaense.
Para as escolas, Zanetti conta que foi desenvolvido o projeto ‘‘Trem Ensina’’, com orientação didática e acompanhamento de monitores. Trata-se da apresentação do conteúdo das disciplinas curriculares sob a forma de atividades lúdicas tendo o trem e a ferrovia como pano de fundo, de acordo com a idade das crianças e e idade escolar. ‘‘Disciplinas como Geografia, História, Matemática e Física poderão ter um recurso motivador com este projeto’’, avalia.

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