Você sabia que um centímetro de raio tem 10 mil volts? Que as cores primárias quando em movimento, em um disco, resultam na cor branca? E que até dá para fazer uma chama fria, que não queima? Essas são algumas das descobertas que centenas de alunos da escolas públicas e particulares estão fazendo ao conhecer o Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), dentro da programação de visitas monitoradas da II Semana de Ciência e Tecnologia. O evento foi aberto na última segunda e segue até sexta-feira.
E tudo foi organizado para a diversão e aprendizado das crianças, e também dos adultos, que se encantam com a satisfação de ver colocado na prática os conceitos até então teóricos da sala de aula. A forma como os experimentos foram disponibilizados facilitam a interação e, diferente do padrão normal de alguns museus, lá as crianças podem tocar sem receio os objetos à mostra.
Logo na entrada, elas se deparam com o fascínio do experimento que mostra a voltagem dos raios, e com o aperto de um botão podem observar a descarga elétrica de 15 mil volts que forma uma faísca que lembra um pequeno raio.
Em um outro experimento de Física, podem-se conferir os princípios da levitação através do campo magnético, conceito que interfere até na forma de locomoção do trem bala.
Na parte de Biologia, diversos objetos simulam órgãos do corpo humano e com muita curiosidade as crianças descobrem que o esqueleto disposto no local é feminino. Mas como dá para saber? ''É só observar a largura dos quadris e a posição das últimas vértebras da coluna vertebral'', explica um dos monitores, dando uma demonstração prática de como a natureza se organiza para uma futura gestação. Há uma parte especialmente dedicada à reprodução humana onde protótipos de todas as fases da gestação e os órgãos reprodutores ajudam a esclarecer sobre o tema. Tem até uma parte que mostra um útero com dois bebês, mas o monitor não soube informar qual seria o sexo dos gêmeos...
Ainda nesta seção, os alunos podem conferir através do microscópio de luz os elementos básicos de células raspadas da bochecha de um monitor e ver em uma gota de água suja milhares de protozoários. Alguns deles podem prejudicar a saúde e nada mais eficiente do que aproveitar esse momento de descoberta para reforçar nas crianças a importância de beber água filtrada e lavar bem as mãos e os alimentos.
Mas ainda tem muito mais, como a maquete de uma ferrovia, com trenzinho que se movimenta e postes que acendem as luzes, explicações sobre as fotos tiradas pelos satélites e a sua utilidade para a observação do desmatamento da Amazônia. Aranhas, peixes, animais fossilizados e orquídeas também fazem parte desse fascinante mundo do conhecimento.
O aluno Gustavo Dias Masiero, 8 anos, ficou encantado com a maquete da ferrovia. Disse que nunca viu um trem de verdade e quase todo o tempo ficou observando o movimento da pequena locomotiva. Já Gabriel Manganaro, 10 anos, ficou mais interessado pelos experimentos de Física. ''Adorei tudo, principalmente o experimento de alta tensão. Quero voltar de novo'', comentou.
A aluna Geissielly Roberta Bentlin da Silva, 7 anos, também estava encantada com o que viu. ''Gostei dos experimentos de Biologia, Física, e quando eu crescer penso em estudar Física'', afirmou.
No final, no ''Show de Química'', as crianças se divertiram com as experiências em que viram o açúcar cristal pegar fogo ao reagir com o ácido sulfúrico e a elaboração da chama fria, que só mesmo indo lá para conferir.
O ambiente naturalmente instiga a curiosidade e oferece uma verdadeira aula de ciência.

Serviço:
- Durante essa semana, as atividades do museu estão abertas à comunidade das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, com exibição de filmes às 19h30. As visitas podem ser agendadas pelos telefones (43) 3371-4805 e 3371-4804 (falar com Amélia ou Samira). Confira a programação completa nesta página.

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