Museu tem a marca da modernidade
A história do Guggenheim pelo mundo é recheada de charme e opulência. Sinônimo de modernidade, as histórias que precedem as construções desses símbolos de exaltação às artes mundiais, são sempre cheias de inovações.
Com sedes em Veneza, Berlim, Nova Iorque e Bilbao, o Guggenheim se supera cada vez que inicia um novo projeto. O Museu de Bilbao, uma pacata cidade no país Basco, Espanha, é um marco na arquitetura mundial. Hoje, quem vai à Espanha, tem que ter no roteiro uma passagem obrigatória por lá. Projetado por Frank O. Ghery, que está no Brasil acompanhando Thomas Krens, o prédio é todo construído em placas de titânio e representa apenas um dos muitos delírios do arquiteto.
Ghery é o rei das formas distorcidas, é dele também o projeto do Museu Jimi Hendrix, em Seatle. Com a forma de uma guitarra distorcida, o museu é um verdadeiro templo ao guitarrista morto. Custou U$ 40 milhões.
Outro projeto polêmico do arquiteto canadense é o novo Guggenheim de Nova Iorque. Orçado em U$ 850 milhões, a obra já teve sua pedra fundamental lançada e será construído às margens do East River.
Mas as investidas da Fundação Guggenheim não ficam só por esses projetos de Brasil e Nova Iorque. Eles estão sempre inventando algo novo. Recentemente fundaram em Las Vegas a galeria Hermitage-Guggenheim Museum. Funcionando dentro do Venetian, um resort projetado por outro grande arquiteto, o holândes Rem Koolhas, a nova galeria expande o conceito de que Guggenheim é uma marca.
Se, realmente for construído no Brasil, o primeiro Guggenheim da América Latina, não importa onde quer que seja, quem ganhará serão os amantes das artes e da arquitetura. Eles não precisarão mais ficar acompanhando de longe os maravilhosos e surprendentes projetos que a equipe da Fundação Salomon R. Guggenheim apronta pelo mundo. Poderão ver de perto.(A.C.G.)





