A exposição ‘‘Curitiba Comemora Poty’’ será aberta hoje, às 19h. A exposição permanecerá até o dia 18 de abril no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (avenida República Argentina, 3430). O horário de visitação é de terça a sexta-feira, das 13h às 20h30, e aos sábados e domingos das 15h às 18h30.O Museu Metropolitano de Arte abre hoje uma exposição do artista Poty Lazzarotto, que faz aniversário junto com a cidade
ReproduçãoGravura de Poty Lazzarotto, da série ‘‘Trabalho’’, que mostra bem a fase de realismo social do artistaSimone MattosPoty Lazzarotto faria 75 anos de idade no dia 29 de março, data do aniversário de Curitiba. Para homenagear o artista e a cidade, a Fundação Cultural inaugura nesta quinta-feira a mostra ‘‘Curitiba Comemora Poty’’, no Museu Metropolitano de Arte. A obra de Poty, construída desde 1942 até o ano passado, quando morreu, retratou Curitiba e seus habitantes com perfeição.
O início desta trajetória está representada na mostra. Mais precisamente, 50 obras produzidas de 1942 até 1955, fase que abrange o realismo social e o nativismo, além de muitas ilustrações feitas para livros de autores nacionais, como ‘‘Grandes Sertão: Veredas’’ e ‘‘Sagarana’’, de Guimarães Rosa; ‘‘Capitães de Areia’’, de Jorge Amado; ‘‘Casa Grande e Senzala’’, de Gilberto Freire; e ‘‘O Quinze’’, de Raquel de Queiroz, além de livros de Dalton Trevisan, Machado de Assis e Lima Barreto, totalizando mais de 25 autores.
Todas as obras da exposição ‘‘Curitiba Comemora Poty’’ pertencem ao acervo da Fundação Cultural. Além das gravuras e das ilustrações, mostradas através de exemplares de livros, ainda estarão em exposição vários objetos adquiridos pelo artista durante viagens ao Nordeste e ao Xingu. Estas peças serviram como referências temáticas e geográficas para desenvolver sua obra.
A pesquisadora da Casa da Memória, Fernanda Motta Nunes de Souza, explica que a obra de Poty segue uma narrativa contínua, contextualizada, a partir da sua vivência e da história social política e econômica. Isto pode ser percebido na fase do realismo social, por exemplo, que vai de 1942 a 1949. É uma época em que ele traduziu receios, valores, classes sociais, fugas, injustiças e o engajamento social que influenciou toda a sua carreira.
Deste período, a exposição apresenta exemplares das séries ‘‘Ferrovia’’, ‘‘Trabalho’’, ‘‘Circo’’ e ‘‘Funeral’’. Na sequência, a obra do artista apresenta sua fase nativista, que foi de 1950 a 1955. Estes trabalhos revelam a busca das raízes e dos costumes, resgatando a cultura e a identidade nacional, através de obras como ‘‘Bahia’’, ‘‘Recife’’, ‘‘Matadouro’’ e ‘‘Cangaço’’.
Após o encerramento desta mostra, que irá até o dia 18 de abril, a obra de Poty será levada ao Rio de Janeiro, onde será exposta numa das salas do Museu Nacional de Belas Artes. A mostra terá curadoria da gravadora Uiara Bartira e poderá ser vista nos meses de maio e junho.

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