Museu dobra visita de estudantes
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terça-feira, 02 de março de 1999
Simone Mattos 
O Museu Paranaense, em Curitiba, registrou um aumento de quase 100% no número de visitantes estudantes, nos últimos dois anos. O total de 9.819 alunos, que percorreram as diversas salas do museu em 1996, passou para 17.143 em 1998. Ao todo, no ano passado, quase 70 mil pessoas estiveram no Museu Paranaense.
Na opinião do diretor, Jaime Antônio Cardoso, o aumento expressivo no número de estudantes que visitaram o museu foi ocasionado pela dinamização que houve na casa. O número geral, próximo a 70 mil visitantes anuais, tem se mantido estável nos últimos quatro anos.
Hoje, entretanto, há um novo circuito de exposições de longa duração (sem encerramento definido) que retratam a história do Paraná e uma série de exposições de curta duração (com permanência média de um semestre), que aprofundam os temas. Isso interessa particularmente às escolas, que têm promovido visitas sistemáticas ao museu.
O processo de dinamização ainda não está concluído. Por enquanto, o público tem acesso apenas aos andares térreos, onde ficam as exposições temporárias, e às seis salas do 1º andar, onde está materializada a história do Paraná desde o ano 8 mil A.C. até o final do século 19.
O circuito de exposições ocupará mais dois andares do prédio. O último andar será inteiramente tomado pela história do século 20. Ainda não temos previsão de quando o circuito estará totalmente concluído, confessa Cardoso.
Embora o projeto não esteja finalizado, os visitantes já podem ter uma idéia perfeita de como ele funcionará. Atualmente, por exemplo, o museu está sediando a exposição O Ouro Verde do Paraná, com duração até agosto. É uma forma de aprofundar a história do Paraná através da exploração do tema da erva-mate, explica o diretor.
A exposição, localizada no andar térreo do museu, apresenta objetos, fotos e textos que descrevem desde o processo elementar da produção da erva-mate até a sua importância e influência na vida paranaense.
Outra mostra de curta duração, instalada provisoriamente no último andar do prédio, é a exposição Grupos Tribais do Brasil. A coletânea conta com instrumentos indígenas, vestimentas e um painel de fotos com aspectos do cotidiano de algumas tribos brasileiras. Nesse espaço, uma sala especial foi dedicada aos últimos remanescentes da tribo Xetá, que habitou o Paraná até a década de 60.
A diretoria do museu atribui todas as mudanças que estão ocorrendo na casa a um amplo trabalho de pesquisa que vem sendo desenvolvido por diversos setores da instituição. Neste ano, vamos continuar investindo bastante nas pesquisas, promete a antropóloga Zulmara Posse, que participa da diretoria.


