Em comemoração ao 20º aniversário da ''Fundação Amigos do Museu do Prado'' realiza-se em Madri, na Espanha, a exposição ''Goya: A Imagem da Mulher'', que reúne 85 pinturas e 33 desenhos e gravuras nas quais a mulher ocupa o centro das atenções. Das 118 obras expostas, 54 pertencem ao Prado e 64 foram cedidas por instituições de renome internacional.
Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828), o mais importante pintor espanhol da sua época, percebeu o momento inicial da emancipação da mulher, ocorrido entre o final do século 18 e início do século 19.
Nas obras expostas, Goya revela a intimidade psíquica feminina, suas sensações, ilusões e medos mais profundos, diante de um mundo agitado pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa.
A exposição está dividida em cinco partes, para facilitar a compreensão do tema:

Sucessos, trabalhos e costumes - mostra o cotidiano feminino nos costumes e jogos da época.

Intimidades - Nessa seção, o feminino é interiorizado com a apresentação das mulheres com quem Goya conviveu no ambiente doméstico e também aquelas com quem manteve laços eróticos, como a duquesa de Alba.

Alegorias Sacras e Profanas - Exibe a mulher na pintura religiosa, nas versões de temas mitológicos e alegorias didáticas, como ''A Agricultura'' ou ''A Indústria''

Retratos - Goya foi um mestre dessa especialidade e retratou mulheres da nobreza, burguesas e atrizes, captando sagazmente a sua personalidade. Destaca-se nessa seção a tela ''A Marquesa de Pontejos'', pertencente à National Gallery of Art de Washington.

Feitiços, Gestos e Atitudes Mágicas - É o compartimento que mostra um Goya infernal e atávico, que se projeta contra a superstição e ultrapassa os limites da razão. São obras da sua fase negra, nas quais atinge um universo entre o sonho e a loucura, representando um mundo povoado por bruxas e seres diabólicos.


A exposição ''Goya: A Imagem da Mulher'', permanece no Museu do Prado, em Madri, até 10 de fevereiro de 2002.

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