Os pequenos grudam os olhos nas guloseimas apresentadas, enquanto que os adultos observam com nostalgia as antigas caixas de doces da infância: em Uzés (Sul da França), o Museu do Caramelo convida a uma viagem de sabores e lembranças.
Cerca de 200 mil pessoas, crianças e adultos, têm visitado o Museu desde sua inauguração, em junho de 1996. A cada semana, chegam os grupos de visita escolares, em que é possível notar a euforia dos olhos infantis diante do que parece um mundo mágico.
Tudo começa como um jogo: ao entrar no museu, as crianças podem se servir de alguns caramelos. Dez metros adiante, podem meter as mãos num caldeirão pleno de guloseimas de morango. Uma ficha é distribuída, para que, ao sair, cada estudante possa levar para casa outros doces.
O aspecto pedagógico segue sendo a prioridade. As crianças percorrem os três andares do museu, um antigo moinho de azeite do século XII, através de um jogo de pistas. Como num grande jogo interativo, elas aprendem a origem e a composição das guloseimas, assim como os instrumentos e os procedimentos para a fabricação.
Em Uzés, a aventura do açúcar começou em 1862, quando um certo Henri Lafont abriu uma fábrica de pasta de alcaçuz. Em 1884, foi registrada a marca Zan, nome que no Sul da França se tornou sinônimo de alcaçuz.
O último piso está reservado à publicidade e às caixas e embalagens das guloseimas que, com o passar dos anos, foram acompanhando a evolução do gosto do consumidor. Ali se pode ver os primeiros cartões de publicidade, do início do século, que exaltavam as virtudes dos caramelos ou do alcaçuz.
O sucesso destas guloseimas nunca decaiu. Em 1873, os sucessores de Henri Lafont chegaram à Espanha. Em 1912, criaram uma fábrica em Marselha (Sul da França). Em 1970, houve a fusão com as firmas Zan e Ricqles.
Em 1987, 20 anos depois de sua chegada ao mercado francês, a firma de confeitaria alemã Haribo comprou a Ricqles-Zan.

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