Museu do Caramelo adoça a vida das crianças
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de janeiro de 1999
France Presse 
Os pequenos grudam os olhos nas guloseimas apresentadas, enquanto que os adultos observam com nostalgia as antigas caixas de doces da infância: em Uzés (Sul da França), o Museu do Caramelo convida a uma viagem de sabores e lembranças.
Cerca de 200 mil pessoas, crianças e adultos, têm visitado o Museu desde sua inauguração, em junho de 1996. A cada semana, chegam os grupos de visita escolares, em que é possível notar a euforia dos olhos infantis diante do que parece um mundo mágico.
Tudo começa como um jogo: ao entrar no museu, as crianças podem se servir de alguns caramelos. Dez metros adiante, podem meter as mãos num caldeirão pleno de guloseimas de morango. Uma ficha é distribuída, para que, ao sair, cada estudante possa levar para casa outros doces.
O aspecto pedagógico segue sendo a prioridade. As crianças percorrem os três andares do museu, um antigo moinho de azeite do século XII, através de um jogo de pistas. Como num grande jogo interativo, elas aprendem a origem e a composição das guloseimas, assim como os instrumentos e os procedimentos para a fabricação.
Em Uzés, a aventura do açúcar começou em 1862, quando um certo Henri Lafont abriu uma fábrica de pasta de alcaçuz. Em 1884, foi registrada a marca Zan, nome que no Sul da França se tornou sinônimo de alcaçuz.
O último piso está reservado à publicidade e às caixas e embalagens das guloseimas que, com o passar dos anos, foram acompanhando a evolução do gosto do consumidor. Ali se pode ver os primeiros cartões de publicidade, do início do século, que exaltavam as virtudes dos caramelos ou do alcaçuz.
O sucesso destas guloseimas nunca decaiu. Em 1873, os sucessores de Henri Lafont chegaram à Espanha. Em 1912, criaram uma fábrica em Marselha (Sul da França). Em 1970, houve a fusão com as firmas Zan e Ricqles.
Em 1987, 20 anos depois de sua chegada ao mercado francês, a firma de confeitaria alemã Haribo comprou a Ricqles-Zan.


