O Museu Guggenheim de Bilbao, no País Basco, Espanha, é um marco na arquitetura mundial. Projetado pelo norte-americano Frank Ghery, o prédio é todo construído em titânio e alavancou uma série de construções no mundo inteiro. Revolucionou, não só o conceito arquitetônico, por ter uma forma até então nunca vista, mas também toda a vida dos moradores da pacata Bilbao. A cidade, hoje recebe turistas do mundo inteiro para apreciar o museu.
A Fundação Salomon R. Guggenheim, entidade mantenedora dos Museus de Bilbao, Veneza, Berlim e Nova Iorque, quer chegar ao século 21 com a construção de mais um museu projetado por Ghery. Se a prefeitura novaiorquina aprovar, a cidade ganhará uma gigantesca escultura flutuante às margens do East River na ilha de Manhattan. Para pressionar as autoridades a aprovarem o projeto, orçado em mais de U$ 500 milhões, foi montada uma exposição no museu com maquetes, plantas e fotografias virtuais do que será a monumental construção.
Embalados nesta mesma onda, os londrinos acabam de inaugurar a Tate Modern, a maior galeria de arte do planeta. Instalada numa antiga usina termelétrica, às margens do Tâmisa, a Tate quer rivalizar com o MoMA de Nova Iorque e o George Pompidour de Paris, recolocando a Inglaterra como centro de vanguarda mundial. São sete pavimentos com diversos ambientes e 88 galerias reunindo obras de Dalí, Picasso, Pollock, Mondrian, Duchamp, Giacometti e Warhol.
Duas capitais brasileiras também estão criando novos museus para seus maiores artistas. Em São Paulo, já está em andamento o Instituto Tomie Ohtake. O espaço está sendo construído num quarteirão entre a Avenida Faria Lima e a Rua Pedroso de Morais, no coração da capital paulista. A artista japonesa, Tomie Ohtake veio para o Brasil aos 23 anos e é hoje um dos maiores nomes da nossa arte.
Também em São Paulo deverá ser construído um cinema totalmente dirigido às produções do continente. A idéia é do diretor-presidente do Memorial da América Latina, Fábio Magalhães, que já encomendou o projeto ao arquiteto Oscar Niemeyer. Se conseguirem verbas para a construção, os desenhos começarão a ser feitos ainda este ano com inauguração prevista para 2002.
Porto Alegre homenageia um dos seus maiores artistas com a construção de uma nova sede para a Fundação Iberê Camargo. Para desenvolver o projeto a ser erguido às margens do Rio Guaíba, os gaúchos chamaram o arquiteto português Álvaro Siza.
A construção terá quatro pisos e cinco mil metros quadrados, com espaço para a área museológica e outra para atividades paralelas, como o ensino da arte, cafeteria, biblioteca e uma loja.(A.C.G.)

mockup