Reunião realizada na última terça-feira em Londrina voltou a discutir o projeto de ampliação do Museu de Arte, sediado no prédio da antiga Rodoviária, na Rua Sergipe. Foi descartada a possibilidade de transferência da parte administrativa para outro prédio ou construção de uma nova sede para o museu. A alternativa considerada mais viável é a construção de um anexo utilizando o desnível existente na Praça Rocha Pombo, que fica ao lado do edifício projetado pelo arquiteto Villanova Artigas.
A polêmica de como aumentar o espaço disponível para o museu começou no mês de agosto, quando a Sociedade Amigos do Museu de Arte de Londrina (Samalon) sugeriu o fechamento com vidro das laterais de alguns dos arcos existentes no antigo estacionamento da Rodoviária, hoje um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná. Reunidos, representantes do Museu, da Fundação Villanova Artigas, das Secretarias de Cultura do Estado e município e do Patrimônio Cultural descartaram a idéia, por acreditarem que a medida descaracterizaria o projeto original do edifício.
Arquivo FolhaProjeto prevê também a revitalização da Praça Rocha PomboNesta semana, representantes daqueles órgãos (com exceção dos membros da Fundação Artigas), juntamente com arquitetos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), decidiram que a melhor solução é mesmo a instalação de um anexo, que abrigaria provavelmente o setor administrativo, acervo e reserva técnica do Museu de Arte. Com mais espaço, o Museu poderia inclusive abrigar exposições temporárias e até atividades didáticas, com um conforto muito maior.
O projeto prevê também a revitalização da Rocha Pombo, que ganharia novos usos e se consolidaria como um eixo cultural, ou seja, uma área de uso comum dos dois museus (o de Arte e o Museu Histórico, localizado na Rua Benjamin Constant).
Segundo a arquiteta e coordenadora do Patrimônio Cultural, Maria Luiza Marques Dias, a praça foi tombada justamente para resguardar a visualização entre os dois museus. A construção do anexo em seu subsolo preservaria esta característica de elo entre os dois prédios.
Maria Luiza explica que será feito um planejamento de atividades, com etapas a ser vencidas a médio e longo prazos. Nas próximas semanas, o IPPUL estará fazendo um estudo para levantar as primeiras providências a ser tomadas. Além de Maria Luiza, participaram da reunião a arquiteta Rosina Parchen, também do Patrimônio Cultural; a secretária de Cultura de Londrina, Angela Marçal; a diretora do Museu de Arte, Lurdes Pagano; a gerente de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Londrina, Vanda de Moraes; e os arquitetos do IPPUL Andréa Crotti e Alaertes Karoleski.

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