Museu de arte finaliza reformas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de dezembro de 1998
Silvana Leão 
O Museu de Arte de Londrina deverá finalizar, até o final da semana, as reformas que estão sendo feitas para implantar a biblioteca, sala de vídeo e reserva técnica. Coordenadas pela Sociedade Amigos do Museu de Arte (Samalon), as melhorias contaram com verba do Governo do Estado (R$ 31 mil) e doações feitas pela sociedade.
Segundo a marchand e conselheira fiscal da Samalon, Ana Maria Barreto, a previsão é que as novas instalações sejam inauguradas depois do dia 15 de janeiro, quando também será iniciada uma campanha nos principais veículos de comunicação da cidade para doação de livros e fitas de vídeo sobre arte. Ela informa que cerca de 1.500 livros já foram doados por artistas de renome nacional, como Aldemir Martins e Juarez Machado (que também doou algumas gravuras para decorar a biblioteca), e pessoas ligadas ao Museu. Algumas editoras também já se comprometeram a enviar livros de arte. Até a inauguração da biblioteca, esperamos estar com um acervo de 2 mil livros. Depois, pretendemos ter muito mais.
Ana Barreto informa que a Samalon está se responsabilizando pela conservação e manutenção de todo o acervo, que será, inclusive, registrado em cartório. A finalidade da biblioteca é atender alunos e pessoas da sociedade em geral que precisarem de informações ligadas às artes plásticas no Brasil e no mundo, diz a marchand, lembrando que hoje ainda não existe este tipo de serviço em Londrina.
No caso da reserva técnica, que vai permitir ao Museu receber exposições de fora, o projeto foi baseado em uma das melhores do País, que é a do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. Serão usadas placas de metal, que correm sobre trilhos, para armazenar os quadros. As obras também permanecerão em ambiente especial, com ar-condicionado e umidificador.
Na sala de vídeo foi construído inclusive um pequeno auditório, com 21 lugares, que poderá no futuro ser utilizado em cursos sobre arte. Pela falta de espaço, não pudemos criar grandes ambientes (a biblioteca, por exemplo, tem cerca de 40 m2), mas estamos procurando fazer tudo da melhor maneira possível. De acordo com Ana Barreto, agora só ficará faltando a sala de exposições - projeto que vem sendo estudado pelo Patrimônio Histórico, já que no edifício da antiga rodoviária não há mais disponibilidade de espaço - para que o Museu de Arte de Londrina seja incluído entre os melhores do Brasil.


