Museu de Arte de Londrina ganha quadro de Sérgio Telles
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segunda-feira, 12 de maio de 1997
Ranulfo Pedreiro 
ReproduçãoTintas e Pincéis, de Sérgio Telles, agora faz parte do acervo permanente do Museu de arte de LondrinaO Museu de Arte de Londrina (MAL) - antigo Terminal Rodoviário - recebeu uma importante doação que fará parte de seu acervo permanente. O artista plástico Sérgio Telles, nascido no Rio de Janeiro, enviou da Malásia - onde mora - o quadro Tintas e Pincéis. A obra já está em Londrina e ficará acomodada na Bahiarte até as reformas do museu serem concluídas.
O quadro fazia parte do acervo particular do artista e foi pintado em Paris, em 1986. Numa profusão de cores, a obra retrata materiais de pintura, incluindo vários potes decorados, pincéis e tubos de tintas.
A campanha de arrecadação de fundos e materiais para a reforma e doação de obras é encabeçada pela diretoria do MAL e Sociedade dos Amigos do Museu - Samalon. Nós contamos com a ajuda da comunidade londrinense, que colaborou com tintas e pincéis, mas ainda precisamos de apoio para concluir as reformas e compor um acervo, assegura Ana Maria Barreto, marchande e membro do conselho fiscal da Samalon.
Novas doações Ana Barreto revela que outras doações devem ocorrer em breve, de artistas como Carybé e Scliar. O acervo permanente do Museu de Artes de Londrina inclui quadros de Juarez Machado, Siron Franco e várias obras de artistas locais.
Sérgio Telles é um dos pintores brasileiros mais respeitados no exterior, e possui trabalhos expostos no Museu de Arte Moderna de Paris, Museu do Ermitage em Leningrado, Museu Pushkin em Moscou e Museu de Petit Palais em Genebra, entre outros.
Esta doação é muito importante, jamais poderíamos bancar uma obra como esta, comenta Lourdes Pagano, diretora do MAL. Ela confessa que o prédio necessitava de reformas e a melhor alternativa foi interromper o trabalho com exposições e reestruturar o edifício, adequando-o para abrigar com segurança obras de todos os tipos.
As reformas incluem restauração das ferragens do prédio, que estava corroída, pintura, instalação de ar-condicionado, iluminação e película nos vidros para proteger o ambiente. Para concluir estes trabalhos, precisamos da colaboração da sociedade londrinense, e qualquer ajuda será bem-vinda, explica Lourdes Pagano. Os interessados em auxiliar podem entrar em contato com a direção do Museu de Arte de Londrina, pelo telefone 337-6238.


