Museu começa a ganhar cara nova
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quinta-feira, 27 de março de 1997
Erika Pelegrino 
Os Titãs já cantaram a bola há algum tempo quando anunciaram: A gente não quer só comida. Quer comida, diversão e arte. A arte, que também faz parte das necessidades do homem, está prestes a ganhar um espaço adequado em Londrina. É que o Museu de Arte de Londrina está finalmente passando por modificações, para que o prédio da antiga rodoviária da cidade, tenha condições físicas de abrigar um museu de verdade.
Anunciadas no final do mês passado, as reformas do prédio já estão sendo realizadas, mas com dificuldades. Por isso o apelo é para a comunidade: toda a ajuda é bem-vinda e necessária. A diretora do Museu, Lourdes Pagano, afirma que com o apoio da comunidade é possível entregar o Museu de Artes, totalmente adequado, em maio.
Vazamentos e ferrugem foram os primeiros inimigos do Museu de Arte de Londrina a serem combatidos por funcionários da Prefeitura e empregados contratados com a ajuda da comunidade. Os vazamentos já foram consertados. Já a ferrugem é um problema que exige mais tempo e um trabalho praticamente artesanal para ser resolvido.
Apoio Segundo Lourdes Pagano, 14 homens trabalharam durante vários dias na primeira etapa do serviço. A tinta foi removida com removedor e em seguida as esquadrias foram raspadas com espátula. Foi um trabalho que exigiu muita paciência, afirma a diretora do Museu. Agora os funcionários irão passar zarcão nas esquadrias para proteger contra a ferrugem.
A pintura, tanto das esquadrias quanto das paredes internas e externas, será realizada por último. Esta parte também está recebendo o apoio da comunidade. Lourdes Pagano observa que a loja de tintas San Remo está fornecendo a maior parte da tinta necessária para a pintura das paredes internas.
Para decidir qual a cor que deverá ter o Museu de Arte de Londrina, levando-se em consideração que se trata de patrimônio público, esteve em Londrina a funcionária do Patrimônio Público do Paraná, Rosina Parchen.
A climatização do prédio é outra etapa do trabalho que deverá ser realizada assim que os orçamentos forem realizados e se consiga doações da comunidade. A diretora do Museu explica que um dos orçamentos já está pronto. Mas eu quero fazer mais dois, afirma. Com base apenas no orçamento já pronto, a climatização do Museu ficaria em R$ 60 mil.
Conservação Os armários para guardar o acervo do Museu, quando não está em exposição, é outro item importante na restauração do prédio e que necessita do apoio da comunidade. Sem o local adequado para depositar o acervo, as obras começam a se deteriorar, explica Lourdes Pagano.
Ofícios já estão sendo entregues para vários segmentos da comunidade, solicitando a ajuda também para a formação do escritório do Museu. Quem quiser e puder ajudar, o Museu precisa de televisão, fax, vídeo, máquina de calcular, solicita Lourdes Pagano. A TV e o vídeo serão utilizados para a formação dos currículos dos artistas plásticos da cidade, que serão exibidos ao público.
Por enquanto a campanha solicitando o apoio da comunidade tem sido realizada apenas boca-a-boca. A diretora do Museu explica que a tarefa de conseguir a verba está sendo da Sociedade dos Amigos do Museu de Artes de Londrina (Samalon), cujo presidente é Axel Hulsmeyer. A formação de uma equipe de amigos do Museu foi realizada, também, dentro do trabalho que visa dar cara e roupas novas ao Museu de Arte de Londrina.


