Duas musas em duas noites diferentes. Elas roubaram a atenção não só pela beleza, mas também pela atitude, carisma e, claro, o talento para música. Juliette Lewis e seus The Licks e Cat Power, devidamente acompanhada com os Dirty Delta Blues, deixaram o palco com o público apaixonado.
Juliette dispensa apresentações e é certo que muitos foram ali só para ver a curvilínea mulher que ainda habita a mente de muitos marmanjos por aí como a garotinha da refilmagem de ''Cabo do Medo''. A musa fez questão de dialogar o tempo todo com os fãs e chegou a dizer que montou a banda ''só para um dia chegar ao Brasil''. Descalça e sem muita roupa, sempre inquieta, chegou a ser apelidada de ''Iggy Pop de saia'' por muitos que ali estavam. Aliás, nunca se viu tantas câmeras e celulares pelo alto o tempo todo na mão de homens durante um show como no tempo em que esteve no palco.
Juliette fez algazarra, pulou sobre o público, exibiu composições de seus dois discos, como ''Love to Kill'', ''Sticky Money'' e o hit ''Hot Kiss''; abraçou a bandeira do Brasil e mandou beijinhos, dedicou parte da apresentação aos solos dos músicos que a acompanham e também surrou a bateria. Enfim, se rock é atitude, então aquela menininha de ''Cabo do Medo'' tornou-se uma grande roqueira. E prometeu voltar ao Brasil com novas canções em 2008.
Já Chan Marshall, mais conhecida pela sua alcunha Cat Power, foi bem diferente daquela artista instável que se apresentou em Curitiba em 2001. A moçoila transformou-se em uma verdadeira frontwoman e comandou apresentação baseada em seu último álbum, ''The Greatest''. A bela ainda executou versões de ''Don't Explain'', the Billie Holiday, e ''I Lost Someone'', de James Brown.
Ao final, com ''I've Been Loving You'', a sensação era de que o show tinha sido muito forte, com emoções intensas. Casais se abraçavam e quem estava sozinho refletia profundamente, enquanto via a musa, pra lá de carismática, despedindo-se, após uma performance inesquecível.(C.Y.)

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